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domingo, 15 de março de 2009


Sempre gostei de fotografar paisagens e não pessoas. Porquê? Talvez porque com um simples olhar podemos descobrir inúmeras particularidades, e porque nos podemos identificar com essa paisagem. Ao contrário das pessoas, as paisagens não dizem mentiras, não nos fazem sofrer, às vezes até parece gostar tanto de nós que ficam a tentar esconder-nos algo para nós descobrirmos, como se se tratasse de uma “caça ao tesouro”.
Das paisagens que admirei, apenas me identifiquei com duas: uma paisagem do campo e outra paisagem que era um pôr-do-sol na praia.
A primeira paisagem (a do campo) foi a mais importante pois vivi-a com os meus amigos, numa tarde que de tão boa que era, pareci ser infinita. Acordámos cedo, e fomos passar o dia inteiro no campo. Depois do almoço, fomos todos andar de bicicleta e parei quando vi uma flor que parecia ser muito formosa, mas que tinha algo que me cativou, a sua simplicidade, então colhi-a pela raiz e plantei-a de novo onde estávamos. No fim da tarde, ficámos todos a contemplar por mais do que uma hora aquela paisagem, que de tão bonita que era parecia querer vir até nós, e brincar connosco, ou chegar-se mais perto para ouvir o que nós segredávamos.
A segunda paisagem (a do pôr-do-sol na praia), foi algo alegre, mas melancólico, como se já a tivesse observado, noutra ocasião, mas tinha a certeza que era a primeira vez que a estava a observar. Foi à tardinha, quando ia a passear com os meus pais no calçadão, e de repente quando nos sentámos para descansar e escolher um lugar onde ir jantar, vi aquela paisagem, linda. O céu estava rosa, avermelhado e lilás, com um sol muito grande, quase escondido atrás de uma rocha, e a água do mar tinha a mesma cor que o céu. Parecia algo mágico, e único, mas o que me surpreendeu foi trazer-me à cabeça pensamentos alegres, e em seguida pensamentos tristes, mas não ser a razão.
Estas foram e sempre serão as minhas paisagens, que me tocaram de forma estranha.

Helena Garcia
10ºCT2 Nº10

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