
Título da Obra: Queimada Viva
Autora: Souad
Editora: Círculo de Leitores
Souad era uma rapariga que vivia numa pequena aldeia da Cisjordânia e era tratada como uma escrava pelos pais.
Ao apaixonar-se tudo mudou, pois com medo de perder o homem que amava Souad fica grávida pensando que era aquele o homem dos seus sonhos, já que toda a vida tinha sonhado
Souad, grávida e com dezassete anos, é então internada num hospital onde é deixada a morrer pelos médicos que nada fazem senão aumentar a sua agonia, tentando até sua mãe envenená-la. Pouco depois, Souad dá à luz um rapaz que lhe é tirado à nascença e que só quando conhece Jacqueline, uma voluntária europeia, volta a ter nos braços. Jacqueline promete tirá-la daquele lugar e levá-la para a Europa.
Já na Suíça, Souad é tratada e fica ao cuidado de uma família de acolhimento. Sem condições para criar o seu filho Marouan e com a intenção de começar uma nova vida, Souad autoriza o casal que os acolheu a adoptar Marouan quando este tinha cinco anos.
Posteriormente Souad arranja um emprego e volta a apaixonar-se, desta vez por Antonio. Com esta paixão, surge o tão desejado casamento entre os dois, do qual nascem Laetitia e Nadia.
Durante vinte anos apenas contacta com o filho três vezes, mas um dia, quando Jacqueline lhe propõe que conte a sua história num livro, Souad apercebe-se que tem que falar com Marouan, pois a sua vida também vai ser retratada neste livro. Combina então um encontro onde este conhece as suas duas irmãs e no qual Souad conta tudo o que ele nunca soube. No final Marouan escreve uma carta à mãe a dizer que desde que a reencontrou, começou uma nova vida.
Aconselharia este livro pois trata-se de uma excelente obra, que retrata a sociedade actual de países como a Cisjordânia, em que o crime de honra é praticado naturalmente e sem consequências para quem o pratica.
Ana Souto
Nº 2 – 11º CT1
1 comentário:
Na minha opinião este é sem dúvida alguma um livro que vale a pena ler, nem que seja pelo enriquecimento cultural que contém ao longo da sua história. Faz nos pensar...É realmente viciante.
Susana Barradas
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