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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Res Publica, a Escola, a Biblioteca e o processo de Requalificação (1).


A Res Publica pertence a todos os cidadãos. A Res (a coisa, o bem) Publica (pública, de todos) é de todos os que aqui vivem, aqui viveram em algum momento, breve ou longo, marcante da sua vida. A Res Publica não é de um regime político, não é de um governo, não é de alguém que manda transitoriamente. É de todos os cidadãos que exigem, que participam, que usufruem, que contribuem, que têm direitos, deveres e liberdades, de que não prescindem, de que não abdicam; e que, por serem cidadãos, não se limitam às palavras fáceis de pronunciar, mas participam na construção de um bem comum, com todos os defeitos que qualquer ser humano pode ter ao agir. Para haver diálogo têm que ser pelo menos dois a falar e a agir. Quando alguém se demite de usar os seus direitos mais dificuldade terá em pronunciar-se.

Esta escola entrou num processo profundo de transformação. Um dos objectivos é requalificá-la a pensar não apenas no momento presente, não apenas nos remédios urgentes (que geralmente saem mais caros), mas nas próximas décadas, num país que deseja e necessita de se qualificar, que não se pode contentar com o miserabilismo de outros tempos, embora tenha que contar com os recursos próprios e adequados. O que significa também que não pode perder desnecessariamente capitais da União Europeia, para a qual contribuímos, porque aquilo que nos pertence, se não for investido a pensar num futuro melhor, há-de ser gasto por outros que o aproveitarão de outro modo.

Uma escola desta dimensão tem que ser encarada quase como uma pequena cidade. Uma cidade com muitas diferentes pessoas, com muitas funções. Uma escola desta dimensão, envolve mais de mil pessoas no momento, com alunos de diversas idades, de diferentes cursos, com professores de inúmeras especialidades e formações, funcionários com uma diversidade de papéis, pais e encarregados de educação de diferentes formações, desejos e participações diversas e inseridos numa cidade e região multifacetada, num país e num mercado de trabalho com uma extensão que ultrapassa as fronteiras de outros tempos; aqueles que estudam aqui e agora, poderão daqui a algum tempo continuara a estudar em lugares diferentes, no país ou fora dele, a trabalhar em qualquer parte do mundo. A escola, por definição deve ajudar a preparar esses futuros. Toda a intervenção mexe com isto tudo e se esta intervenção não for apropriada pelos que aqui vivem, como um bem de todos, como um património colectivo, dificilmente os que aqui estão e os próximos que hão-de chegar utilizarão esta casa como sua.
Um dos problemas, que é de todos, é que uma escola tem que ser vivida como a própria casa de todos e cada um. Afinal é aqui que a maioria vive a maior parte das horas do dia a dia.
(continua)
O coordenador da biblioteca

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