Faria conversas no presente e não no condicional...aqui na Severim de Faria, gente de cá ou próximo deste cá.Sobre tudo o que seja actual, criativo, sonante, interessante, humorístico, polémico, ou seja, o passado, o presente, os clássicos, o contemporâneo. Tendo como fontes: literatura, arte, cinema, jornalismo, ciência, televisão... tudo e mais alguma coisa.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A televisão como meio cultural e anti-cultural
A nova escola
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Aventura do literário
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Os alunos escrevem sobre a escola
A minha nova escola
A Res Publica, a Escola, a Biblioteca e o processo de Requalificação. (2)
Obras dão inúmeros problemas. Obras numa escola, que é como uma pequena cidade, alteram a vida de centenas ou milhares de pessoas.
Voltemos à biblioteca. A primeira opção, recomendada, era fechar por uns tempos, um ano pelo menos. A outra, a que preferimos, foi acompanhar o andamento da escola. O que implicou encaixotar milhares de livros, DVDs, computadores, cassetes …, seleccionar de acordo com os novos espaços, montar novas redes, remontar o mobiliário, acompanhar o ritmo das obras, com os imprevistos, as compreensões, as incompreensões. Nada de cumprir calendarizações e horários previstos, porque estavam sempre a mudar. Nada de respeitar ritmos normais, mas até usar sábados e feriados em trabalho que não se vê mas aparece feito sem grandes alardes, num quase anonimato que preservamos. Mudámos duas vezes para diferentes espaços
Trabalhou muita gente nisto, de várias formações e nacionalidades. Gente que transportava caixotes e computadores como se fossem tijolos, mas que, alguns até sem falarem português, perceberam, depois de algum diálogo, que havia que fazer as coisas com mais cuidado. Por exemplo, em Dezembro, e sem que se notasse quase a falta dos serviços, andaram, além de professores e funcionários da escola, trabalhadores de Angola, do Paquistão ou da Índia; como na véspera ou até no dia da inauguração oficial, outros da Guiné Bissau, de Cabo Verde ou do Brasil. Uma hora antes da biblioteca parecer apresentável lá andavam cinco homens a carregar caixotes e alguém mais a acompanhá-los num dia feriado. Como na véspera e noutros dias se andou até às tantas com pessoas que muitos não imaginam que lá andassem. Porque não se trata de horários mas de tarefas e objectivos e contribuir para um bem público. Houve tantos e pequenos problemas que se tinham que resolver na hora, mesmo tomar decisões que poderiam não ser as melhores mas que tinham que ser tomadas. As indefinições e esperas têm sido muitas. As novas estantes vieram na quinta-feira passada e só acabaram de ser montadas na sexta, a um dia útil antes da inauguração, o que levou a que se tivesse que tirar e desmontar a mobília que lá estava a retirar livros e outros materiais de caixotes que estiveram em vários locais e misturados com tantas coisas, ao mesmo tempo que ainda se pintavam paredes e em que todos os funcionários estavam mobilizados para muitas rearrumações, ao mesmo tempo que vinham camionetas a trazer novo material, mas muito parecido com o de outras salas, ao mesmo tempo que andavam dezenas de outros trabalhadores a tratar dos renovados espaços verdes, da mudança de estaleiro, de pequenos e múltiplos problemas, engenheiros, arquitectos, encarregados por todo o lado.
Ao contrário de muitas obras, e esta não foi pequena, não houve derrapagem de custos. É de saber, que nesta, além da Parque Escolar, a empresa pública que dirigiu a obra, esta foi entregue, por concurso a um consórcio de empresas, após aprovados projectos de arquitectura e engenharia …, uma outra empresa fiscalizava as obras, o mobiliário e outros equipamentos foram e são fornecidos por outras empresas … um mundo de gente que não seria fácil pôr num organigrama, … além do diálogo e as aprovações imprescindíveis da Câmara Municipal, de vários organismos de ministérios etc., etc., da participação imprescindível da escola, que alterou completamente os ritmos e que pôs os nervos em franja a tanta gente… Um ritmo que levou a que alguns acordassem a sonhar com tijolos, caixotes, máquinas em movimento, ritmos a várias cores.
A inauguração fez-se. Mas não está tudo acabado. Vamos recomeçar outra etapa
E na biblioteca? Trabalhamos, continuamos, ainda falta muita coisa. Mas vamos abrir na próxima semana, mesmo sem o projecto que estava previsto no início, mesmo sem os novos computadores que hão-de vir e tendo em conta que o espaço da escola é maior do que era antes e as pessoas são as mesmas ou menos ainda. Contamos com o civismo dos alunos, que já deram provas ao longo de anos e com a participação de todos que vão continuar a usufruir de bens que são de todos.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A Res Publica, a Escola, a Biblioteca e o processo de Requalificação (1).
Esta escola entrou num processo profundo de transformação. Um dos objectivos é requalificá-la a pensar não apenas no momento presente, não apenas nos remédios urgentes (que geralmente saem mais caros), mas nas próximas décadas, num país que deseja e necessita de se qualificar, que não se pode contentar com o miserabilismo de outros tempos, embora tenha que contar com os recursos próprios e adequados. O que significa também que não pode perder desnecessariamente capitais da União Europeia, para a qual contribuímos, porque aquilo que nos pertence, se não for investido a pensar num futuro melhor, há-de ser gasto por outros que o aproveitarão de outro modo.
Uma escola desta dimensão tem que ser encarada quase como uma pequena cidade. Uma cidade com muitas diferentes pessoas, com muitas funções. Uma escola desta dimensão, envolve mais de mil pessoas no momento, com alunos de diversas idades, de diferentes cursos, com professores de inúmeras especialidades e formações, funcionários com uma diversidade de papéis, pais e encarregados de educação de diferentes formações, desejos e participações diversas e inseridos numa cidade e região multifacetada, num país e num mercado de trabalho com uma extensão que ultrapassa as fronteiras de outros tempos; aqueles que estudam aqui e agora, poderão daqui a algum tempo continuara a estudar em lugares diferentes, no país ou fora dele, a trabalhar em qualquer parte do mundo. A escola, por definição deve ajudar a preparar esses futuros. Toda a intervenção mexe com isto tudo e se esta intervenção não for apropriada pelos que aqui vivem, como um bem de todos, como um património colectivo, dificilmente os que aqui estão e os próximos que hão-de chegar utilizarão esta casa como sua.
Um dos problemas, que é de todos, é que uma escola tem que ser vivida como a própria casa de todos e cada um. Afinal é aqui que a maioria vive a maior parte das horas do dia a dia.
(continua)
Há palavras que nos tocam...
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