
A Internet retira a qualquer pessoa um bom momento de conversa, na esplanada de um café ou no sofá lá de casa. Dá-nos a oportunidade de ouvir os pássaros a cantar e as crianças a brincar, em vez de estarmos constantemente a ouvir os bips do “Messenger” sempre a tocar e a piscar, é stressante. Se temos a oportunidade de partilhar o nosso conhecimento, dialogar e debater, questionar um determinado assunto com alguém, pessoalmente, porquê fazê-lo virtualmente? O toque, o cheiro, a paisagem de qualquer lugar, quer seja uma nova cidade, país ou o habitual café da esquina, é sempre mais enriquecedor estar presente no local e ver consoante a nossa realidade e pelos nossos olhos.
Na Internet, já não funciona assim, uma coisa é o local na fotografia do nosso computador, e é outra quando nos vimos perante o mesmo, é a desilusão ou o espanto, o que é certo, é que não é o que estávamos à espera.
Retirar a alguém o prazer de ler um livro, de folhear as suas páginas e sentir e sentir o cheiro das mesmas, é um poder que a Internet não consegue, ou não devia, tirar. Queremos ler um livro? Dirigimo-nos a uma livraria, aproveitamos e passeamos, com sorte encontramos alguém com quem temos uma conversa interessante, e compramos o livro. Isso é literacia!
Utilizar os meios de busca do “Google” para ouvir uma música que já não ouvimos desde o secundário? E que tal dar uso ás recordações e levar lá para casa o CD com a tal música que tanto desejamos ouvir, e poder de levá-lo numa viagem de carro ou até mostrar aos filhos “as músicas que ouvia quando tinha a idade deles”!
Isso seria literacia, seria uma forma bem bonita de literacia, ensinar a alguém o que um dia nós aprendemos.
Em suma, vou recomendar que esqueçam “a net”, que ouçam rádio e que leiam mais jornais, que passeiem nos sítios que visitam virtualmente. Acrescento ainda, que vão a espectáculos dos “artistas da Internet”. Recomendo-vos que vivamente que vivam no nosso mundo!
Raquel Ribeiro, 11º SE
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