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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Crónica das Sabichonas


Crónica das Sabichonas


Porque é que nós gostamos de ler? Porque é barato.
Porque é que é barato? Porque ainda não aumentaram os impostos de leitura.
Mesmo assim é algo que muita gente prefere não fazer. Porque embora não seja dispendioso, dá muito trabalho, tanto físico como psicológico, temos de movimentar o nosso braço para folhear umas folhas com umas manchas pretas horrorosas! Mas a parte psicológica é que é uma coisa atroz! Só o trabalho de meditar sobre o que um pobre e desgraçado autor se deu ao trabalho de fazer, porque claramente não tem vida própria, para estar a perder tempo a escrever um livro. Há mais coisas a fazer e bem mais intelectuais, como saber que no último episódio da telenovela Espírito Indomável, Eduardo acusa Joana de traição! Meu Deus! Uma relação em risco! O horário nobre da televisão portuguesa só nos conta factos reais da vida! Vá se lá saber quem são Eduardo e Joana, mas partilhamos a sua dor.
Vá, agora falando coisas mais cultas… Não queremos estar aqui com discursos completamente “cliché”, dizendo que ler faz-nos mais instruídas, escrevemos melhor, blá, blá, blá... Toda a gente sabe que isso é verdade escusamos de estar a repetir.
Bem, verdade seja dita, se não lermos, ficamos… Obtusos, só mesmo para não empregar uma palavra mais forte. E o pior cego é aquele que não quer ver.

Por isso, na nossa opinião mais sincera, de facto ler, nos dá uma sensação de liberdade que este mundo não nos consegue dar, porque temos certas e determinadas responsabilidades, e também não corremos o risco de sermos criticadas pelas nossas opiniões e conclusões.
Nós não lemos livros, ler toda a gente consegue, nós vivemos os livros, conseguimos abstrair-nos do mundo, e criar a nossa própria realidade.
Na nossa experiencia pessoal uma vez que somos alunas de clássicos de literatura, nós temos contacto com os “grandes”, mas como já dissemos, uma coisa é ler, outra é de facto compreender e assimilar a mensagem, coisa que muitas pessoas, não sei se será por falta de capacidades intelectuais (muitas vezes manifestada por um terrível mal que nos atinge a todos, chamado preguiça), ou se é mesmo por armarem-se em gabarolas e dizerem: “Sim senhor, eu já li Shakespeare! Pobre Romeu! Infeliz Julieta! Que amor tão trágico!”
Com certeza, apoiamos inteiramente a sua opinião, e agora diga-nos qual acha que foi o papel dos judeus nessa peça de Shakespeare?
“Ora bem… Pois… Havia judeus?”
Bem me parecia. Para além da sua opinião telenovelistica de Romeu e Julieta (onde muito provavelmente só apanhou mais ou menos o enredo após ter visto o filme com o belo Leonardo DiCaprio [ou não]) não captou mais nada sobre a obra. Shakespeare deve estar às voltas no túmulo e a pensar: “Este sujeito é ser ou não ser… E não há questão.”
E o mais triste é que esta ignorância em relação a obras literárias espalhou-se até nos motores de busca, cujo nome não queremos estar a dizer (Google) uma pessoa com toda a boa fé quer pesquisar sobre Shakespeare, e bastou apenas por “shak” para em vez de aparecer um dos maiores escritores de todos os tempos, temos a nossa querida e estimada artista pop Shakira, “loca, loca, loca”.
E para além de Shakespeare, há outros rejeitados autores que muito provavelmente nunca mais sairão da prateleira de livros dos nossos pais. Não! Que dizemos?! Dos nossos trisavôs, porque só pessoas antiquadas é que lêem obras-primas ou assim eles os definem, porque na opinião do povo, vampirismo é o que está a dar! Isso sim é que dentro de algum tempo será considerado um clássico! Sim, comparando Dante, que foi dar uma voltinha ao Inferno, como quem vai comprar pão à mercearia, com o espectacular e maravilhoso vampiro abusador de brilhantina [cá para nós passou muitas horas a ver o Grease], coitadinho do Dante! Não tinha hipótese! E não há comparação com Beatriz, mulher anjo dos clássicos, com a apática e nada interessante moça vinda lá sabe se lá de onde, provavelmente onde Judas perdeu as botas.
Bem-vindos ao século XXI, onde a geração de hoje em dia consegue ultrapassar os limites permitidos de estupidez (e sem pagar multa!). Pouca vergonha…
Para terminar a nossa reflexão, bastante séria e ponderada (porque não é nossa intenção criticar, ou ferir a susceptibilidade de ninguém [se entenderam que estávamos a ser irónicas então é porque não captaram bem a nossa intenção…]) queremos apenas citar o novo mega sucesso da banda nacional Deolinda (que para os menos esclarecidos, é bastante famosa em Inglaterra! Quem diria!...) “ E fico a pensar, que mundo tão parvo onde para ser escravo é preciso estudar.”
Os livros são o nosso refúgio para que não fiquemos como a nossa amiga Shaki, “locas”!

Patrícia Matono
Paula Pereira
12ºLH2

7 comentários:

Biblioteek disse...

Ok miúda, a escrever assim, o gosto de ler aumenta. Que prazer me deu em absorver essas palavras que fluíram da tua mão. Fico feliz por ver essa tua capacidade. Continua.
C. Alves (Prof. Bibliotecário) - Escola Sec. Emídio Navarro VISEU)

Biblioteca disse...

Mas, felizmente que vocês "...parvas não são." Afinal ainda nem tudo está perdido!

Patrícia Matono disse...

Muito obrigada, eu e a Paula agradecemos imenso o apoio!

Paula Vidigal disse...

Adorei o texto (como já tinha dito), obrigada pelo sentido de humor!

Anónimo disse...

Não sou da escola, passei pelo blogue... e venho felicitar a(s) autora(s) desta divertida crónica... E também quem divulgou o trabalho.
Os meus parabéns!
Manuela Caeiro

Paula Pereira disse...

Nós é que agradecemos os elogios e um lugar de destaque no blog da nossa escola, deu-nos imenso prazer escrever este texto e, verdade seja dita, nunca pensámos que o produto final iria ser um sucesso! Há que continuar a ler e a escrever, pois, citando Truman Capote, "As palavras sempre me salvaram da tristeza."

TiagoFilipe disse...

Orgulho na minha turma de Clássicos da Literatura :)

TiagoFilipe