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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Um final de curso com festa.




O Luís Pascoalinho fez-me lembrar as funções da escola, coisas em que penso quase todos os dias. O Luís e a turma dele e outras tantas e tantas pessoas, e sublinho, pessoas, que passam por esta e outras escolas.

Na nossa cultura, ou antes, numas determinadas formas de agir, com medos disto e daquilo, não é normal falar em pessoas concretas, a não ser para denegrir, sob a forma anónima. Outra alternativa é elogiar aqueles com quem se espera ganhar alguma coisa. Coisas pequenas, se pensarmos em termos éticos. Não foi assim aqui.

O Luís organizou uma pequena festa na escola. Fez um pequeno discurso, mas significativo. Teve coragem e orgulho e falou e agiu com simplicidade. Grandes qualidades! Estamos fartos de fala-baratos! É de, aparentes pequenas coisas, que o mundo gira.

Mas não foi só ele que falou. Falou também uma turma, composta, na grande maioria por mulheres, sim, chamemos-lhes mulheres, porque cresceram e souberam participar, com alegria e vontade de agir. Não porque falassem aqui (mas falam e riem quotidianamente), mas porque falaram através de acções concretas de solidariedade, promovendo as qualidades de cada um. E é isso que interessa, mostrar que, na diversidade, há tantas coisas que podem ser boas para todos.

Fui professor desta turma, demasiado grande, com um rol de problemas “insolúveis”. Fui talvez duro, mas não arrependido, ao dizer que não tratava ninguém como “pobrezinhos”, que tinham que trabalhar como outros cidadãos do mundo, porque é isso que interessa, ser cidadão, activo e com conhecimentos, sem demasiadas desculpas.

E é assim, é também com algum orgulho, numa escola que há-de continuar, e onde esperamos que, aqueles que aqui cresceram, continuem a contribuir para o crescimento de aqueles que hão-de vir.

João Simas

1 comentário:

Daniela disse...

Emocionei-me a ler o seu texto.

Eu fui uma das alunas que cresceu nessa escola e o professor foi um dos professores que me marcou nessa escola.

Acho que de uma maneira errada, por vezes os professores assumem um papel apenas daquele que despeja a materia que tem a dar, e nada mais. No entanto, um professor deve ser como o professor Simas, alguém que ensina! Alguém que dá ferramentas para o seu aluno crescer progressivamente.

Um grande abraço desta ex. Aluna,
Daniela Parra