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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Évora, Bricolage & Companhia





Este texto pode ser banal ou mesmo desinteressante, mas aqui se vai expor algo que creio não ter sido a única a reparar. Como é do conhecimento da população Eborense, dia 28 do presente mês de Janeiro de 2009, vamos ficar sem sala de cinema. Até posso estar enganada, mas a única coisa que me questiono é: onde está a preocupação em se criar uma nova sala de cinema? Penso que essa preocupação não existe pura e simplesmente. E é esta questão que me conduz ao “clímax” deste texto.
A autarquia desta cidade não tem mostrado interesse algum em resolver a situação da sala de cinema, porque anda demasiado ocupada com construções e jardinagem. Sim, isso mesmo. A abertura de estabelecimentos de bricolage nesta cidade está a tornar-se um processo contínuo, progressivo e repetitivo.
Hoje abre o estabelecimento de bricolage mais espectacular e com os preços mais baixos do mercado, mas daqui a uns meses abre outro que diz ser o mais espectacular a nível de promoções, e ainda há-de surgir um que se ache o melhor porque possui as qualidades dos anteriores, bem como os melhores produtos de toda a região. E as pessoas iludem-se. Sim, o pior é que as pessoas se iludem.
Na abertura de todos estes estabelecimentos esta lá “Évora em peso”, como se costuma dizer. E para quê? Na semana seguinte já ninguém se lembra dos melhores preços, dos melhores produtos ou das melhores promoções das lojas de bricolage, tão faladas e apreciadas.
E por que é que isto acontece? Será a mentalidade das pessoas que falha? Ou será que há alguém que alimenta estas situações? Talvez seja um pouco dos dois, talvez a autarquia da cidade tenha culpa, talvez as pessoas se deixem levar nesta persuasão compulsiva, talvez…
A única certeza que há é que esta cidade está a tornar-se fútil, pois não se preocupa com factores que até são, de certo modo, essenciais à cidade e à população, porque pelo contrário se preocupa em criar espaços que são como que feitos em série, pois são todos iguais e desinteressantes. Resta-nos a esperança que alguém se lembre de “abrir os olhos” a estas pessoas e o problema seja resolvido.


Magda Sequeira
Nº16
11º A.S

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