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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Uma opção para o ensino secundário

Se vais para o 10º ano e não sabes ainda que curso escolher, 
ou se se já estás em Humanidades e não sabes quais as opções indicadas para ti,
deixamos-te aqui alguns testemunhos de colegas que optaram pela disciplina de Literatura Portuguesa:


Inicialmente, aquando da minha inscrição na disciplina de Literatura Portuguesa, eu não fazia a mínima ideia do que me esperava … Despertou-me interesse e curiosidade por ser uma disciplina nova, e especialmente o facto de me permitir ler livros sempre que quisesse e trabalhar sobre eles foi “a cereja no topo do bolo”.
Na verdade, vim a testemunhar que não funcionava bem assim. Permitia-me ler os livros que eu quisesse, verdade, mas tinha também livros obrigatórios, que, a bem da verdade, nem sempre foram os mais cativantes.
No primeiro ano do biénio, deleitei-me com a disciplina. Era a minha praia, definitivamente. Pude pôr em prática o meu gosto pela escrita… pude usufruir do meu grande carinho pelas palavras. As matérias interessavam-me, aliciavam-me. Era tudo uma descoberta.
E depois veio o portfólio. E as dores de cabeça. Nunca antes tinha tido em mãos um projeto daquele género. Tinha de eleger três livros de prosa, um de poesia e um de teatro, e sobre eles desenvolver um trabalho criativo, cheio de textos, pesquisas e curiosidades literárias a propósito.
Apesar das dificuldades que se me anteviam, abracei o desafio. Revelou-se bastante compensador! E tenho de admitir, foi um trabalho bastante gratificante de realizar. Não sei se consigo explicar bem porquê… Talvez porque no fundo, além da melhoria que operou em mim enquanto aprendiz da escrita, além do enriquecimento geral e inequívoco, foi algo que me deu um enorme prazer e que me despertou os sentidos. Apesar de ser um afazer obrigatório, na sua essência tinha um carácter quase lúdico, pelo menos para mim, que já há muito tinha como hobbie ler e ler e ler…
Agora, neste último ano, a minha opinião manteve-se… Foi no entanto, um ano mais preocupante e rigoroso, pois terminá-lo-emos com um exame, o que aumenta exponencialmente o grau de responsabilidades tornando-o, do meu ponto de vista menos apelativo e mais agridoce! De resto vislumbro o futuro assim mesmo: um pouquinho doce…. Um pouquinho amargo! Quem sabe?
Para os futuros alunos de Literatura Portuguesa: 
- Tenham a certeza de que é mesmo o que querem, porque há que ter gosto nos que estamos a fazer. E, além disso, sendo uma disciplina de opção, não há nada pior do que nos apercebermos que fizemos a escolha errada;
- Se tiverem como professora, a Dra. Ana Paula, tenho-vos a dizer que têm o trabalhinho praticamente todo orientado! Não leiam isto a pensar “Oh! Esta está a dar graxa…”, não, nada disso. Literatura foi uma disciplina que despertou em mim interesse, curiosidade, carinho, mas também me provocou dores de cabeça, frustrações e stress. Não é fácil, mas ter um(a) bom professor(a), competente e que saiba não só ensinar, tirar dúvidas, mas essencialmente que saiba cativar, motivar e provocar em nós vontade de saber…mais… faz sem dúvida a diferença e ajuda bastante!
 - O derradeiro conselho: NUNCA, MAS NUNCA DEIXEM O PORTFÓLIO PARA FAZER NA TARDE LIVRE ANTERIOR À ENTREGA! NUNCA! Confiem em mim!



Inês Catrapona

11º LH



Chegado o fim do ano e o fim do meu percurso em Literatura Portuguesa, sinto-me à vontade para escrever um texto do balanço deste biénio.

            Confesso que ao início não era nada do que eu esperava e que tive algumas dúvidas sobre a minha permanência ou não, nesta disciplina.

           Mesmo tentada a deixá-la para trás e a desistir deste desafio, decidi permanecer e dar-lhe uma oportunidade.
           Com o passar das aulas, fui tomando gosto, apesar do famoso portfólio me assombrar, muitas e muitas vezes.
          Mas, com o tempo apercebi-me que tinha feito a escolha certa.
          As aulas eram boas, as matérias apesar de nem todos os autores terem sido meu agrado, eram fáceis de estudar e de lidarmos com elas.
          Quanto á professora, bem, apesar de dizer que tivemos “azar” na escolha da professora, é mentira! Graças a ela, agora estamos atafulhados de fichas e de documentação que nos vai dar muito jeitinho para o exame.
          Valeu a pena ter arriscado ficar e acho mesmo que foi uma oportunidade bem dada, a esta grande disciplina, Literatura Portuguesa.
           Quanto a futuros aventureiros literários, fica já aqui o alerta que não é fácil, que exige muito trabalho, tanto a nível do portfólio com dos fóruns de leitura, mas que no fim, vão perceber que há esforços que valem a pena, e a única que vão sentir, é orgulho de vocês próprios.


Catarina Varela
11º LH

Passaram dois anos letivos, e desde o início do P.I.L no primeiro período do 10º ano até este terceiro do 11º, o crescimento de todos os que continuaram no nosso grupo de Literatura Portuguesa foi bastante claro. Foi um projeto longo e apesar de ter dado bastante trabalho é algo de que me sinto orgulhoso de ter realizado, e quase que posso dizer “missão cumprida”. Percebi que é um projeto bastante mais difícil do que aparenta ser, mas penso que para quem gosta de ler e escrever é a disciplina ideal, apesar de a minha escrita nunca ter sido dos meus pontos fortes.
Os conselhos que dou a todos os futuros alunos de Literatura Portuguesa é que saibam que é uma disciplina que dá trabalho, mas que esse trabalho compensa e nos ajuda a crescer; que saibam gerir bem as suas atividades do P.I.L pois um atraso pode custar o trabalho de um período; e que principalmente tenham vontade de vir para a disciplina, porque se a tiverem realizar os trabalhos será bastante mais fácil.



Francisco Godinho  11ºLH 

 É o final do ano letivo,  final da disciplina de Literatura Portuguesa e, claro, entrega do Portefólio.
 A minha opinião sobre o projecto individual de leitura foi-se modificando ao longo do tempo. Comecei por pensar que era uma perda de tempo (roubava-me tempo de leitura e de estudo). Hoje, analisando melhor a situação, percebo a sua importância para a disciplina de Literatura Portuguesa, de que tanto gosto.
 Acabei por crescer, (em termos de leitura e de escrita) graças à disciplina de Literatura Portuguesa e,  inevitavelmente, também devido ao PIL. Para além de gostar de pesquisar sobre as obras, os escritores, a época em que viveram, gostei de acrescentar as minhas histórias à história do livro.
 Escrever as histórias que imaginava, não foi, de todo,  uma tarefa fácil. Fui ganhando experiência,  ao longo do ano, e,  o facto de escrever melhor,  refletiu-se em todas as outras disciplinas. Neste momento, primeiro faço um esquema com tudo o que penso escrever, e só depois é que passo à aventura. Ainda continuo insegura, mas... já só chateio a minha mãe para que me corrija os erros e a pontuação (o que já é bastante!).
 Os meus colegas de literatura também me ajudaram,  sem se aperceberem. Eu lia os textos dos meus colegas e sentia um pouco inveja deles. Como é que eles eram capazes de escrever tão bem? Como é que eu demorava quase um dia para escrever um texto e  eles o  escreviam em dez minutos? Como é que eles tinham um vocabulário mais rico do que o meu?  A única nota positiva era a minha imaginação. O meu problema era pôr as ideias no papel. Construir frases é difícil, não dar erros ortográficos,  ainda mais.
 Posso dizer que se cresci como escritora e, sobretudo como leitora,  foi graças aos meus colegas e,  à minha professora Ana Paula Ferrão.  Foram eles que fizeram com que o meu PIL fosse,  cada vez mais,  um trabalho independente e que, entre  folhas,  estivesse um pouco de mim. Um obrigada muito especial à professora e aos colegas!

Conselhos aos alunos de décimo ano? Leiam as obras nas férias de Verão. O ano passado, tinha planeado ler todas as obras para o PIL, mas... Era Verão,  e, quem é que quer trabalhar no Verão? Pois olhem, eu não! A única coisa que fiz foi  ler um livro, o Maçon de Viena,  que se arrastou pelas férias todas. Arrependi-me, mil vezes da minha preguiça. Portei-me como a cigarra da fábula da “Cigarra e da Formiga”, cantei todo o Verão e,  não me preocupei com o Inverno. É claro que o meu Inverno,  (tempo de aulas) foi muito mais trabalhoso do que eu tinha imaginado.
“Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, é um velho ditado, a aplicar em relação ao PIL.

Rita Palhavã
11º LH




 Acredito que muitos não se tenham dado conta, que a maioria de nós ainda não tenha pensado nisto, até mesmo porque eu próprio apenas agora me estou realmente a aperceber, estimados colegas, o nosso percurso na Disciplina de Literatura portuguesa está a chegar ao final… Chegando a este crucial momento, apenas me resta tecer um pequeno resumo do meu percurso, assim como a apresentação de uma série de situações curiosas, e claro, os sempre importantes agradecimentos para quem os merece.
  Anteriormente, como poderão verificar no separador textos de reflexão, já redigi um texto com uma pequena reflexão sobre o meu percurso nesta disciplina, como tal, não me alongarei tanto neste ponto. Aliás, tudo se pode resumir em algumas palavras, digamos que entrei com o pé direito, “sentindo-me como um peixe na água”, como a professora tantas vezes me relembra, e agora prestativo sair não igualmente satisfeito, mas bem mais radiante. Pelo menos uma certeza terei, a de que verei a Literatura, ou melhor, já a vejo, com olhos totalmente diferentes, ainda que algo possam achar algo hiperbolizado, com olhos de quem sabe!
 No que toca a situações curiosas, meus amigos, temos muitas nesta disciplina, desde aquelas que partilhamos com toda a turma e professora, passando por aquelas mantidas em segredo no seio da classe, até às que apenas um restrito grupo conhece. Vejamos por exemplo as aulas dedicadas ao P.I.L (projeto individual de leitura), este ponto será alvo de uma sinceridade absoluta. Muitos de nós, antes de indicarmos qualquer atividade nestes mesmos dias, diga-mos que precisamos de uma preparação psicológica relativamente demorada, Uns mais que outros, conforme os dias é verdade, mas acaba por vezes por acontecer. Tomemos assim atenção a um ponto crucial, eu próprio por vezes me convenço disto mesmo, a professora não tem a mínima noção dessa situação que se verifica por vezes. Errado, óbvio que sim, é claro, contudo, a nossa turma não é nenhuma exceção, penso que será normal esse género de situações se verificarem por vezes, e é por isso que há casos em que a professora optará por não nos chamar à atenção. Confesso sim, que algumas vezes, eu mesmo fui alvo dessa necessidade de preparação psicológica para o início do trabalho, contudo, também devo dizer em minha defesa que foi apenas nestes últimos redutos do ano letivo, devido ao cansaço. Caros colegas, perdoem a minha sinceridade, realço assim que não falo por todos, apenas transmito uma ideia, baseando-me sim maioritariamente em algo que verifiquei comigo mesmo.
 Falando agora ao nível da nossa notável professora, Ana Paula, antes de mais devo dizer que acima de tudo se deve orgulhar de ter criado um grupo, que não sendo homogéneo, nutre agora gosto pela literatura, uma latente necessidade de ler, e sei agora que não falo apenas por mim, mas por todos. Agora terei que falar a título único e exclusivamente pessoal, pois trata-se da interpretação de cada um de nós. Na minha opinião, enquanto aluno, no âmbito da transmissão do amor pela Literatura, eu não terei sido dos maiores desafios da professora, essencialmente porque já tinha algumas bases, e esse mesmo amor já lá estava, apenas cresceu e amadureceu bastante. Não pretendo assim tirar qualquer mérito ao trabalho da professora comigo, não só enquanto aluno também, mas disso falaremos mais tarde. É inquestionável o meu gradual desenvolvimento, não só a nível da apreciação Literária, mas também a nível teórico, conteúdos, compreensão, entre muitos outros, e isso sim foi um trabalho em conjunto, meu e da professora. Para corroborar tudo isto que tenho dito, basta-nos juntar todos os materiais disponibilizados ao longo do ano, é bem mais que um segundo manual!
 Até agora referi a relação professora aluno, unicamente a nível digamos profissional, falta referir a relação pós aula se assim o podemos chamar. Um ponto que julgo fulcral, e que apenas agora me dou conta, é que a Professora Paula será sem dúvida, de todas as professoras que já tivemos no nosso ensino secundário, a professora que melhor nos conhece, um por um. É verdade, a disciplina também se presta a tal, contudo, ouve um “esforço” de ambas as partes para atingir esse fim. Foi à professora que muitas vezes transmitimos os nossos mais bem guardados segredos, foi também a ela que confiamos as nossas histórias mais pessoais, que nem mesmo à turma por vezes quisemos revelar. Já se terão perguntado o porquê de inconscientemente termos sentido esse à vontade? Pois bem, aqui está, o tal trabalho de ambas as partes que referi anteriormente, deu nisto.
 Assim sendo, professora, resta-me agradecer pelo trabalho que fez comigo ao longo do ano, e digo comigo pois não posso falar pelo resto da turma, que decerto diria o mesmo.  Sei o que diria neste momento, que o nosso percurso nesta disciplina ainda não terminou, apesar de estar a falar como tal. Bem sei disso, contudo esta é a última oportunidade que tenho de fazer um texto para o efeito, daí que fale assim.
 Estarei então pelo título a por um término à Literatura? Claro que não caros colegas, essa nunca mais nos largará, ou pelo menos assim espero, limito-me a despedir da minha estimada disciplina escolar.


Francisco Pimenta
11º LH





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