
As touradas não são só os touros, os touros de morte – que é o que faz com que algumas pessoas não gostem – mas é também o espírito da tauromaquia, ou seja, a paixão por touros e cavalos; a música que as bandas filarmónicas tocam quando os toureiros fazem uma boa lide; os fatos de toureiros, forcados, peões de brega.
É certo, que ver touros morrerem em plena praça custa um pouco, mas também tem a ver com a forma como os matam. E, mais tarde ou mais cedo, o animal bravo teria que morrer, fosse perante os factores da natureza ou pela “mão” de um homem, sabendo que estes que são corridos em praça, são próprios para este espectáculo, já nascem com o seu destino marcado.
Quando um toureiro apresenta uma boa lide, é bom ouvir os “olés” dos aficionados, e o bater das palmas, em pé, quando um forcado faz uma boa pega, pois, todos os que vão para dentro da praça, gostam de ser alimentados com a alegria do público que está nas bancadas.
E, em relação à sociedade em que vivemos, se é para sermos “todos diferentes mas todos iguais”, então porquê fazer com que as touradas acabem? Cada um não tem o seu próprio pensamento, gosto e opinião?
Com estas minhas palavras não quero mudar nem o gosto, nem a opinião, nem mesmo o pensamento de cada um, mas sim dizer que, nas touradas pode haver crueldade, mas há sobretudo a arte da tauromaquia.
Margarida Oliveira