segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sonho no desconhecido



Há alguns dias, encontrei a forma mais económica de realizar a minha viagem de sonho, porque apesar da crise financeira, ainda não entrei em crise de imaginação.
Substituindo longas viagens de carro ou de avião, deitei-me na cama muito confortável, e dei por mim num lugar que nunca visitara. É certo que nos sonhos tudo é melhor que na realidade. Era mais ou menos assim, já que, às vezes, os sonhos nos pregam partidas e esquecemos pormenores.
Era um campo verde, com aromas florais diversos: camomila, malmequer, rosa… E o Sol brilhava muito, aquecendo quem tivesse frio. Lá perto, havia um riacho, onde a água era cristalina e se viam peixes coloridos. Podia correr livremente pelo caminho de pedra branca. Foi o que fiz. Parei numa aldeia, onde tudo era calmo. Não vi ninguém, a não ser um rapazito de dez anos:
- Onde está toda a gente? – Perguntei-lhe.
Ele apontou para uma porta. Entrei. Vi uma grande luz branca. Ouvi uma voz grave.
-Joana, levanta-te! Já são sete e meia da manhã!
Era o meu pai. Acabou o sonho.
Hei-de lá voltar para saber o que havia atrás da porta…
Joana Cidades
10º LH nº 17
2010/2011

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Acordo Ortográfico

É de esperar que Portugal enquanto Estado Nação preserve a sua própria cultura mas não estaremos nós a perder um pouco (significativo até) da nossa identidade? E eis que estamos, passo a corrigir, já perdemos, uma vez que o tão polémico Novo Acordo Ortográfico se propõe a entrar em vigor no presente ano de 2010.
Bem, o facto de existirem duas línguas oficiais portuguesas, "a lusitana e a brasileira, tem sido considerada como largamente prejudicial para a unidade intercontinental do português e para o seu prestígio no Mundo." Ora, como solução afigura-se este acordo, a chamada "uniformização".
O "português europeu" está para o "português brasileiro" como o "inglês britânico" está para o "inglês americano" e estas diferenças devem ser preservadas porque são constituintes da identidade de cada país.
Se a inexistência deste acordo não significava a impossibilidade de comunicação entre brasileiros e portugueses, afirmo que a justificação para este acordo é puramente promover a internacionalização da língua e quem sabe, colocá-la no top 3 das línguas mais falados no Mundo.
Embora, quer o português de Portugal, quer o português do Brasil tenham origem na mesma língua, o latim, foram alvo ao longo dos tempos de influências diferentes. Influências de outras línguas e de outras culturas, daí que estas particularidades devam ser respeitadas e preservadas. Esta uniformização não se justifica. E ainda dizem que os portugueses não têm “nacionalismo”. Obviamente que este acordo foi pensado, e muito, desde o inicio do século XX que este acordo está a ser feito e em 1986 propunha-se a uniformizar cerca de 99,5% da língua “mas conseguia-a, sobretudo, à custa da simplificação drástica do sistema de acentuação gráfica, pela supressão dos acentos nas palavras proparoxítonas e paroxítonas, o que não foi bem aceite por uma parte substancial da opinião pública portuguesa.” Decidiu-se então uniformizar “apenas” 98% do geral da língua.

Raquel Pinto, 12ºLH1

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"A infância: um paraíso perdido?"

Sendo a parte mais importante e fundamental do desenvolvimento do ser humano, é também a parte que o constitui com base nos valores a que é exposto.
Considero que actualmente e, pelo menos em Portugal, as crianças têm uma infância menos saudável que a que eu tive (e esta, por sua vez, foi ainda menos que a da geração anterior). Os valores incutido pela televisão, videojogos e livros de hoje em dia fazem tudo parecer simples e atingível pelo carregar num botão, coisa que no futuro as crianças (já crescidas) aprendem das piores maneiras. A linguagem utilizada, por exemplo, é simplicíssima, sem uma única palavra que possa levar à adorável questão "Mãe, pai, o que quer dizer aquilo?". Os valores transmitidos são os de um mundo pacífico, existente apenas nos nossos sonhos e maravilhas, um mundo sem pobreza, com uma ligação extrema às pessoas que mais são faladas hoje em dia. As crianças parecem ficar com uma ideia de que "tudo é fácil, amanhã vou ser uma estrela rock", mas o que consta é que já nem o rock existe e o que existiu já não faz parte das vidas desta nova geração.
Em contrapartida, várias gerações anteriores à nossa perderam a infância, obrigadas a crescer e a lutar ou morrer para que outros vivessem vidas luxuosas sem as mínimas preocupações, intocáveis - toco no poema "O Menino da sua Mãe" de Fernando pessoa, cujo protagonista podia já nem ser um Menino, por assim dizer, mas um soldado e quando se é um soldado já nada interessa, idade, estatura, família, tudo acaba na carnificina.
A questão fica: o que é uma infância saudável? Se já alguém teve uma infância saudável, é-me desconhecido - cada geração tem os seus valores e a cultura nos dias de hoje parece-me ser secundária. Um paraíso perdido? Sempre foi. Sempre será.
Tiago Clariano 12º LH1

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A infância, idade de ouro do ser humano.


               
Intitula-se a infância de “idade de ouro”. Título que, na minha opinião, é digno; tendo em conta o que vem posteriormente, o continuar da estrada.
                Estamos rodeados de um mundo fantástico onde apenas nos é apresentada cor – tons vivos, texturas suaves, sons melodiosos; metaforicamente.
                É a infância a altura das despreocupações e da diversão quase constante. Ainda corre em mim a adrenalina distante de um “jogo do esconder”…o receio brincalhão de ser descoberta, a sensação de triunfo ao chegar ao ponto de partida, ilesa! sem ter sido vista.
                Deliciosos eram os momentos em que não questionada com o propósito de perceber, mas sim com o objectivo simples de obter uma resposta, e assim sentir-me mais sábia. Deleitáveis eram os momentos em que um choro não me entristecida por mais de dez minutos. O não compreender proporciona uma ingenuidade extremamente agradável. Quem não entende não sofre, e muito menos sofre por não entender – não há sequer a consciência do não entendimento.
                A infância é um período repleto de paz e descontracção imensa. Não há espaço para sentimentos de séria repulsa. Seria maravilhoso que em adultos a única inquietação que nos corroesse fosse o desejo de obter um mero chupa-chupa exposto na vitrina.
                Já dizia Agustina Bessa-Luís: “A infância viva a realidade da única forma honesta, que é tomando-a como uma fantasia”. 


Maria Bilro 12º LH1

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A televisão como meio cultural e anti-cultural

Um tema, um raciocínio, argumentos... é preciso escrever, é preciso saber argumentar!



A televisão é, nos dias de hoje, o mais rodado meio de comunicação, apresentando duas funções que se implicam mutuamente. A primeira função é uma função cultural ou informativa e a segunda advém da primeira e apresenta um efeito contrário.
Primeiramente, e dependendo dos canais ou programas a que assistimos (e mesmo esses têm a sua qualidade), a televisão pode servir como um meio informativo e cultivador, sendo esta informação referente ao presente, passado ou futuro (tendo a televisão programas como telejornais, biografias ou documentários).
Por outro lado a televisão transmite também programas de baixa qualidade que atraem em grande escala as massas mas, que, de forma alguma têm a função primeira que referi, sendo estes os que apresentam a segunda função que não passa de prender espectadores ao ecrã, fazendo-os, simplesmente, perder tempo.
Assim, atesto que a televisão pode formar a cultura das pessoas ou anulá-la, dependendo daquilo a que cada um de nós assiste e como usa (ou se usa) a cultura adquirida em situações do quotidiano.

Tiago Clariano
12º LH1 N.º 26

A nova escola


Mais uma opinião sobre a nova escola:

      A minha nova escola é impressionante, porque é muito grande, tem uma biblioteca enorme, e ainda tem corredores estreitos, mas que dão perfeitamente para andar à vontade…
    O pátio, lá fora, também é espaçoso.
    Embora a escola esteja em obras, tenho a certeza que irá ser perfeita… enfim, o que eu acho da escola, é tudo de bom.
    Além das boas condições, esta escola tem excelentes professores, uma cantina ideal para comermos à vontade, e eu adoro a comida… Claro!
    E o que espero este ano é ter boas notas, e que esta escola, que se chama “ Escola Secundária Severim de Faria”, tenha muito sucesso, quanto às obras e tudo mais.


Beatriz Dias, 7ºA

Bibliotecas escolares - Atividades 2025/2026

 Antes do início do novo ano letivo, deixamos um apontamento relativo às atividades das Bibliotecas Escolares (ESSF), no ano letivo 2025-20...