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sábado, 24 de março de 2012

Visita de Estudo ao Centro de Ciência Viva - Estremoz


(Notícia em atraso pelo qual este blogue pede desculpas aos autores...)


Em jeito de crónica…


     “Eles não sabem, nem sonham,
       que o sonho comanda a vida.”
                                              António Gedeão, Pedra Filosofal


                 Inspirados nas palavras do poeta em epígrafe, enveredámos pelo sonho e rumámos ao Centro de Ciência Viva, em Estremoz, numa manhã enevoada, (07.02.2012), mas radiosa pelo objetivo que a todos animava: verificar, in loco, tudo aquilo que até então aprendêramos na disciplina de Biologia e Geologia com implicações em Física e Química e também em certos aspetos de cultura geral.
                  Em são companheirismo com as turmas do curso de Ciências e Tecnologias do 10º ano, acompanhados pelos respetivos professores das disciplinas implicadas, chegámos entusiasmados a Estremoz.
   Rapidamente nos organizámos, conhecemos os nossos guias (jovens investigadores da Universidade de Évora) e fizemos uma viagem no tempo: o edifício onde nos encontrávamos fora o Convento das Maltesas e, posteriormente, um hospital. Regressámos aos nossos dias, com uma atualização sobre o programa da visita, o qual seguimos numa dinâmica de interatividade.
                  No piso superior aguardava-nos uma réplica do Tiranossauro Rex, um animal supostamente necrófago, que alguns quiseram guardar em fotografia para a eternidade.
                  Da exposição permanente, destacamos a referência à escala do tempo geológico que nos deu uma perceção evolutiva do mesmo.
                  Posteriormente, com uma recriação vulcânica em erupção, deparámo-nos com um cenário digno de Júlio Verne, em Viagem ao Centro da Terra.
                  Já no mundo subaquático, mergulhámos numa experiência oceânica nas águas lusas.
   Retemperámos forças com uma bela refeição e, munidos de capacetes, ficámos prontos para conhecer todas as funcionalidades de uma pedreira.
                 A terminar a visita, ainda tivemos tempo para observar uma exposição temporária que nos apresentou fósseis de variadas eras geológicas.
                  No final, cada um de nós, intimamente, qual “bichinho álacre e sedento” sentiu vontade de regressar um dia, quem sabe, então já no papel de guia a conduzir um grupo de jovens estudantes numa fantástica aventura científica.


                                                                   10ºCT3
 Texto elaborado na aula de Formação Cívica

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Notícias em atraso





Às vezes as coisas não correm como queremos, porque o tempo corre mais veloz que nós.
Assim, mesmo sabendo que a notícia se quer actual, publicamos aqui o que teria sido notícia em Março, mas ainda assim queremos relembrar.

Notícia 1:

Visita de estudo à GESAMB

Os programas do 3º ciclo do Ensino básico na área das Ciências (Ciências Naturais e Ciências Físico-Químicas) referem a necessidade de sensibilizar os alunos deste ciclo de escolaridade, para a protecção e conservação da natureza.
Neste contexto, as docentes destas áreas disciplinares, entenderam como desejável a realização de uma visita de estudo com os alunos do 7º ano à Gesamb, empresa responsável pela gestão e exploração do Sistema Intermunicipal de Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Distrito de Évora (SIRSU), localizada na Estrada das Alcáçovas, à saída de Évora.
Esta visita de estudo tem, para além de outros, os seguintes objectivos:
  1. Sensibilizar os alunos para a necessidade de preservar e economizar os recursos naturais;
  2. Realçar a importância da reciclagem dos resíduos (lixo, água, papel, lata, entre outros);
  3. Reconhecer a necessidade de tratamento de materiais residuais, para evitar a sua acumulação, considerando as dimensões económicas, ambientais e éticas;
  4. Reconhecer o papel da Ciência e Tecnologia na transformação dos resíduos sólidos.
A turma 7º A realizou a visita no dia 16 de Março pelas 11 horas.


Isabel Martins Casaca

domingo, 13 de março de 2011

Viagem de estudo ao Visionarium

E ainda outra versão...


Quem ainda não foi ao Visionarium, veja aqui:


Viagem ao Visionarium                                                     11º CT3
No passado dia 4 de Janeiro de 2011, os alunos das turmas de 11º e 12º anos no âmbito das disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química realizaram uma visita de estudo ao Visionarium a Santa Maria da Feira.
A chegada deu-se pelas 10 horas da manhã, a visita teve início com um espectáculo que a iria introduzir, focando os tópicos que seguidamente iriam ser abordados nas 5 diferentes salas, a maior parte delas com o seu patrono.
As salas visitadas pertencentes à exposição permanente do Visionarium, denominadas Odisseia, foram as seguintes:
·         Odisseia da Terra, cujo patrono é Fernão de Magalhães, na qual foram abordadas várias experiências relacionadas com a “Orientação e Cartografia”, “Máquinas simples”, “Mecânica”, “Fluidos em Repouso e em Movimento”.
·         Odisseia da Matéria, cujo patrono é Mendeleev e são abordadas várias matérias da Física e Química, como: “A Tabela Periódica”, “Os Materiais e a sua Forma”, “O que é a matéria e qual a sua origem”.  
·         Odisseia da Vida, cujo patrono é Mendel. Nesta sala foram tratadas temas relacionados com Biologia, tais como: “A Dupla Hélice e a Célula”, “Um Mundo para ouvir”, “O Cérebro”, “Um Mundo para tocar”, “Um Mundo para ouvir”, “Um Mundo para Cheirar” e “Um Mundo para ver”. Nesta sala, a principal atenção dirigia-se a quatro dos cinco sentidos, sendo eles o tacto, a visão, o olfacto e a audição.
·         Odisseia do Universo, cujo patrono é Hubble, que abordava diversos tópicos relacionados com o Universo, como: “Observação do Universo”, “A Terra, a Lua e o Sol”, “As leis de Kepler” e “Até ao Infinito”.
·         Odisseia da Informação, também denominada Sala 0110, que deve o seu nome ao código binário. Esta sala estava bastante desactualizada em relação à tecnologia actual, pois esta encontra-se em constante desenvolvimento. Esta sala abordava: “O computador: por fora e por dentro”, “A automatização” e “A informatização”.
                Pela tarde, foram realizadas duas actividades práticas, uma que envolvia a aprendizagem do funcionamento do telégrafo, a utilização do código Morse, abordando também fenómenos de electromagnetismo. Foi ainda realizada outra experiência, desta vez relacionada com o DNA, na qual este foi extraído, amplificado através da técnica de PCR, e após a realização da técnica denominada Electroforese o perfil genético foi traçado. Tudo isto com o objectivo de comparar perfis genéticos de três “suspeitos” para se descobrir qual o “criminoso”.
Em suma, esta visita foi muito útil pois permitiu aprofundar e adquirir novos conhecimentos e ainda relembrar algumas matérias já leccionadas.

11/1/2011
Biologia e Geologia
1º Turno
Drª Teresa Horta

Viagem de estudo ao Visionarium

Mais impressões sobre a visita:




Visionarium - 4 de Janeiro de 2011

No dia 04 de Janeiro de 2011, os alunos do 11º e 12º ano de Biologia da Escola Secundária Severim de Faria realizaram uma visita de estudo com o objectivo de visitar o Visionarium, situado em Santa Maria da Feira. A escolha deste local para a realização da visita prendeu-se com o facto do Visionarium ser um Centro de Ciência interactivo que permite a realização de experiências no âmbito da Física, Química e Biologia, experiências essas que possuem elevado interesse para a comunidade em geral e para estes alunos em particular.
No centro supracitado começa-se por assistir a um pequeno filme que serve de contextualização da "experiência": leva à compreensão do que se vai ver a seguir e de tudo o que se vai passar.
De seguida, visitam-se 5 odisseias (salas temáticas onde cada um pode aprender, por si só e através de experiências, o que é mostrado). É feita também uma visita ao laboratório, que será abordada mais à frente. Por último, é leccionada uma pequena palestra sobre o telégrafo e comunicações.
O tema da primeira odisseia é a TERRA. Esta sala, que é introduzida/explicada por Fernão de Magalhães (navegador Português do século XVI que realizou a primeira viagem de circum-navegação do globo), encontra-se repleta de experiências, conceitos e noções científicas sobre o nosso planeta. Nela, são abordadas, entre outras, as temáticas da orientação, cartografia, máquinas simples e mecânica.
A segunda odisseia apresenta-nos o tema MATÉRIA. E quem melhor para o introduzir que Dimitri Mendeleev, um dos maiores químicos do século XIX e inventor da Tabela Periódica? De facto, o elemento nº 101 da tabela periódica, o Mendelévio (Md), foi nomeado em sua homenagem!
A visita desta sala permite compreender a constituição e organização da tabela periódica, as propriedades da matéria, da luz e do electromagnetismo. É interessante salientar a existência de uma tabela periódica interactiva onde são visualizadas as substâncias referentes aos elementos constituintes da tabela, no seu estado físico real à temperatura ambiente (sólido, líquido e gasoso).
A terceira odisseia tem como tema o UNIVERSO. A visita a esta sala é iniciada por um pequeno vídeo introdutório com uma personagem virtual (Hubble).
Ao explorar a sala envolvida num ambiente evocativo do Espaço, é possível descobrir os diversos modelos de representação do universo, o funcionamento dos instrumentos utilizados em astronomia, o sistema planetário e ainda os conceitos científicos envolvidos na exploração Espacial, ilustrados por experiências interactivas.
A quarta odisseia foi sem dúvida aquela que mais esteve relacionada com a matéria leccionada no 12º ano de Biologia: o seu tema é a VIDA. O anfitrião desta odisseia é Gregor Mendel, pai das leis da hereditariedade e da genética.
Percorrendo o espaço que evoca as circunvoluções do cérebro humano, embarca-se numa viagem que demonstra a espantosa diversidade dos seres vivos. Os objectos expostos e módulos interactivos auxiliam a compreensão do funcionamento do código genético, do cérebro e dos sentidos: a visão, a audição, o tacto e o olfacto.
A última mas não menos importante visita foi à Odisseia da INFORMAÇÃO. Nesta sala, o próprio visitante torna-se parte da exposição: a sua imagem surge num monitor a conversar com uma personagem: o homem-máquina. Na realidade, a própria arquitectura da sala sugere a estrutura de um computador, com os seus vários componentes.
É assim possível (re)descobrir o mundo com o qual se lida diariamente, mas que a maioria das pessoas acaba por conhecer mal: a linguagem binária, a programação e o universo dos CD-ROM e da Internet.
Após a visita a todas as salas acima referidas, há ainda a oportunidade de realizar uma mini oficina sobre o telégrafo, o primeiro mecanismo que permitiu comunicações rápidas e a grandes distâncias. Assim, para honrar esta maravilhosa invenção são efectuadas comunicações com o telégrafo e ainda a descodificação de uma mensagem em Código Morse.
Para terminar, os alunos têm ainda a oportunidade de participar numa actividade no laboratório do Visionarium relacionada com o estudo da molécula DNA e com as suas aplicações no ramo das Ciências Forenses.
Após uma pequena sessão durante a qual os alunos relembram algumas características do Ácido Desoxirribonucleico, bem como as suas aplicações na criminologia, são formados grupos que fornecem uma amostra de saliva de um membro para a realização da experiência a seguir descrita.
Após a extracção da amostra estar concluída, realiza-se a purificação do DNA e posteriormente a sua ampliação pelos processos PCR (Polymerase Chain Reaction) e electroforese. A electroforese permite a análise de DNA através da migração das moléculas que o constituem, o que gera um resultado diferente de pessoa para pessoa.
Numa tina de electroforese é deitado um gel de agarose e colocado um pente. Depois de seco, o gel é retirado do pente, observando-se então a formação de pequenos "poços" no mesmo, poços esses onde é colocada a amostra de DNA.
No laboratório há uma tina com o gel já seco onde cada grupo coloca a amostra de DNA salivar que havia retirado, em cada poço. No final desta actividade realiza-se a comparação do rasto de DNA obtido por electroforese, num gel já previamente feito, de várias pessoas. Assim, comparamos o DNA recolhido na "cena do crime" com o de todos os indivíduos que foram submetidos à recolha de DNA e identificamos o culpado, devido à observação que foi feita na tina com gel de agarose. O pedaço de DNA que nos permitiu fazer este tipo de identificação chama-se DNA Satélite.
Em suma, foi uma visita que apesar de cansativa foi cativante. É uma excelente forma de promover a Ciência. Foi uma aventura científica, pois interagimos directamente com os equipamentos e experiências o que fez com que conseguíssemos enriquecer os nossos conhecimentos científicos.
Os objectivos associados à visita de estudo foram cumpridos, exceptuando os que estavam associados à actividade Mini – oficina GPS, uma vez que a mesma não se realizou, por o material não se encontrar operacional, tendo sido substituída por uma outra Mini – Oficina denominada “ O Telégrafo”. A substituição da actividade foi combinada previamente, por telefone, e teve em conta os conteúdos associados aos conteúdos programáticos da disciplina de Física e Química. A referida actividade realizada enquadra-se no programa da disciplina, na unidade “Comunicações” e no conteúdo “Comunicações à distância”.
Em termos genéricos consideramos que as actividades desenvolvidas e as exposições visitadas foram bastante interessantes e que os objectivos pretendidos foram alcançados.
 No que se refere à postura evidenciada pelos alunos durante a visita de estudo, não há a registar qualquer problema. Bem pelo contrário, há que valorizar e elogiar o seu bom comportamento, o respeito máximo pelas regras elementares de conduta e pelas instruções que tiveram que cumprir durante a visita, o convívio saudável com os professores num ambiente diferente do existente no dia-a-dia escolar e um sentido de responsabilidade exemplar.
Colaboraram neste relatório os alunos:

Joana Machado
Francisca Manoel
Miguel Coelho
Teresa Caldeira
Carolina Alegria
Ana Sofio
Helena Guerra
Ana Lopes
Nádia Fialho
Duarte Alves
Margarida Figueira
Cátia Cordeiro
Inês Rocha

Colaboraram neste relatório as professoras:
Drª Olívia Amador (revisão do texto)
Drª Teresa Horta

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