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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Texto Argumentativo



         A “net”…o que é a Internet afinal? Um meio de informação e também de comunicação, um meio de aprender e também de desaprender, é mais que um meio na verdade, é um Mundo. Mas para ser honesta, esse tal mundo de jogos e diversões, de enciclopédias e novas educações, é totalmente dispensável!
         A Internet retira a qualquer pessoa um bom momento de conversa, na esplanada de um café ou no sofá lá de casa. Dá-nos a oportunidade de ouvir os pássaros a cantar e as crianças a brincar, em vez de estarmos constantemente a ouvir os bips do “Messenger” sempre a tocar e a piscar, é stressante. Se temos a oportunidade de partilhar o nosso conhecimento, dialogar e debater, questionar um determinado assunto com alguém, pessoalmente, porquê fazê-lo virtualmente? O toque, o cheiro, a paisagem de qualquer lugar, quer seja uma nova cidade, país ou o habitual café da esquina, é sempre mais enriquecedor estar presente no local e ver consoante a nossa realidade e pelos nossos olhos.
         Na Internet, já não funciona assim, uma coisa é o local na fotografia do nosso computador, e é outra quando nos vimos perante o mesmo, é a desilusão ou o espanto, o que é certo, é que não é o que estávamos à espera.
         Retirar a alguém o prazer de ler um livro, de folhear as suas páginas e sentir e sentir o cheiro das mesmas, é um poder que a Internet não consegue, ou não devia, tirar. Queremos ler um livro? Dirigimo-nos a uma livraria, aproveitamos e passeamos, com sorte encontramos alguém com quem temos uma conversa interessante, e compramos o livro. Isso é literacia!
         Utilizar os meios de busca do “Google” para ouvir uma música que já não ouvimos desde o secundário? E que tal dar uso ás recordações e levar lá para casa o CD com a tal música que tanto desejamos ouvir, e poder de levá-lo numa viagem de carro ou até mostrar aos filhos “as músicas que ouvia quando tinha a idade deles”!
         Isso seria literacia, seria uma forma bem bonita de literacia, ensinar a alguém o que um dia nós aprendemos.
         Em suma, vou recomendar que esqueçam “a net”, que ouçam rádio e que leiam mais jornais, que passeiem nos sítios que visitam virtualmente. Acrescento ainda, que vão a espectáculos dos “artistas da Internet”. Recomendo-vos que vivamente que vivam no nosso mundo!

Raquel Ribeiro, 11º SE

domingo, 12 de dezembro de 2010

(Sem título)

A liberdade, o motor do pensamento do Homem. O que queremos... e de que precisamos para a alcançar?
Filósofos e filósofos renunciaram à sua própria liberdade, prendendo-se à mesma para a analisar a fundo e descobrir como a alcançar, chegando a nenhures. Mas será que se prenderam mesmo? Se formos nós a prender uma cotovia numa gaiola, estamos a prendê-la... mas então e se for a própria ave a entrar para a gaiola? Suponho que o que os filósofos fazem é estudar aquilo de que gostam, não seriam completos filósofos se não gostassem do que estudam, no fundo, no fundo, filósofo é ser amigo da sabedoria.
Do meu ponto de vista, creio que somos livres não o sendo (e sim, podemos acreditar em paradoxos, não será isso a religião?). Somos livres quando temos direitos e esses direitos nos permitem fazer o que gostamos. Porém, não somos livres, porque temos deveres... mas os deveres são fundamentais e precisam de existir: se vivêssemos numa anarquia, basicamente sucederia-se o seguinte, uma pessoa maior que tu aparece e simplesmente tens de lhe obedecer, até alguém maior aparecer, e assim, não só estaríamos a anular os direitos de todos em função de um, como também os deveres valeriam mais.
Simplesmente a liberdade é uma miragem mas não um oásis, este ao menos pode ser alcançado. A liberdade acaba por basear-se na seguinte regra: faz o que gostas, não prejudiques os outros.

Tiago Filipe, 12º Ano

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A televisão como meio cultural e anti-cultural

Um tema, um raciocínio, argumentos... é preciso escrever, é preciso saber argumentar!



A televisão é, nos dias de hoje, o mais rodado meio de comunicação, apresentando duas funções que se implicam mutuamente. A primeira função é uma função cultural ou informativa e a segunda advém da primeira e apresenta um efeito contrário.
Primeiramente, e dependendo dos canais ou programas a que assistimos (e mesmo esses têm a sua qualidade), a televisão pode servir como um meio informativo e cultivador, sendo esta informação referente ao presente, passado ou futuro (tendo a televisão programas como telejornais, biografias ou documentários).
Por outro lado a televisão transmite também programas de baixa qualidade que atraem em grande escala as massas mas, que, de forma alguma têm a função primeira que referi, sendo estes os que apresentam a segunda função que não passa de prender espectadores ao ecrã, fazendo-os, simplesmente, perder tempo.
Assim, atesto que a televisão pode formar a cultura das pessoas ou anulá-la, dependendo daquilo a que cada um de nós assiste e como usa (ou se usa) a cultura adquirida em situações do quotidiano.

Tiago Clariano
12º LH1 N.º 26

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Évora, Bricolage & Companhia





Este texto pode ser banal ou mesmo desinteressante, mas aqui se vai expor algo que creio não ter sido a única a reparar. Como é do conhecimento da população Eborense, dia 28 do presente mês de Janeiro de 2009, vamos ficar sem sala de cinema. Até posso estar enganada, mas a única coisa que me questiono é: onde está a preocupação em se criar uma nova sala de cinema? Penso que essa preocupação não existe pura e simplesmente. E é esta questão que me conduz ao “clímax” deste texto.
A autarquia desta cidade não tem mostrado interesse algum em resolver a situação da sala de cinema, porque anda demasiado ocupada com construções e jardinagem. Sim, isso mesmo. A abertura de estabelecimentos de bricolage nesta cidade está a tornar-se um processo contínuo, progressivo e repetitivo.
Hoje abre o estabelecimento de bricolage mais espectacular e com os preços mais baixos do mercado, mas daqui a uns meses abre outro que diz ser o mais espectacular a nível de promoções, e ainda há-de surgir um que se ache o melhor porque possui as qualidades dos anteriores, bem como os melhores produtos de toda a região. E as pessoas iludem-se. Sim, o pior é que as pessoas se iludem.
Na abertura de todos estes estabelecimentos esta lá “Évora em peso”, como se costuma dizer. E para quê? Na semana seguinte já ninguém se lembra dos melhores preços, dos melhores produtos ou das melhores promoções das lojas de bricolage, tão faladas e apreciadas.
E por que é que isto acontece? Será a mentalidade das pessoas que falha? Ou será que há alguém que alimenta estas situações? Talvez seja um pouco dos dois, talvez a autarquia da cidade tenha culpa, talvez as pessoas se deixem levar nesta persuasão compulsiva, talvez…
A única certeza que há é que esta cidade está a tornar-se fútil, pois não se preocupa com factores que até são, de certo modo, essenciais à cidade e à população, porque pelo contrário se preocupa em criar espaços que são como que feitos em série, pois são todos iguais e desinteressantes. Resta-nos a esperança que alguém se lembre de “abrir os olhos” a estas pessoas e o problema seja resolvido.


Magda Sequeira
Nº16
11º A.S

sábado, 31 de janeiro de 2009

TOURADAS: ARTE OU CRUELDADE?

Não digo que nas touradas não haja crueldade. Mas, considero, acima de tudo que, para algumas pessoas, as touradas são arte.
As touradas não são só os touros, os touros de morte – que é o que faz com que algumas pessoas não gostem – mas é também o espírito da tauromaquia, ou seja, a paixão por touros e cavalos; a música que as bandas filarmónicas tocam quando os toureiros fazem uma boa lide; os fatos de toureiros, forcados, peões de brega.
É certo, que ver touros morrerem em plena praça custa um pouco, mas também tem a ver com a forma como os matam. E, mais tarde ou mais cedo, o animal bravo teria que morrer, fosse perante os factores da natureza ou pela “mão” de um homem, sabendo que estes que são corridos em praça, são próprios para este espectáculo, já nascem com o seu destino marcado.
Quando um toureiro apresenta uma boa lide, é bom ouvir os “olés” dos aficionados, e o bater das palmas, em pé, quando um forcado faz uma boa pega, pois, todos os que vão para dentro da praça, gostam de ser alimentados com a alegria do público que está nas bancadas.
E, em relação à sociedade em que vivemos, se é para sermos “todos diferentes mas todos iguais”, então porquê fazer com que as touradas acabem? Cada um não tem o seu próprio pensamento, gosto e opinião?
Com estas minhas palavras não quero mudar nem o gosto, nem a opinião, nem mesmo o pensamento de cada um, mas sim dizer que, nas touradas pode haver crueldade, mas há sobretudo a arte da tauromaquia.

Margarida Oliveira

Bibliotecas escolares - Atividades 2023/2024

Hoje começa  o outono. Estamos de volta à escola, para mais um ano letivo. Antes de avançarmos e para não esquecer, deixamos a lista abrev...