Visionarium - 4 de Janeiro de 2011
No dia 04 de Janeiro de 2011, os alunos do 11º e 12º ano de Biologia da Escola Secundária Severim de Faria realizaram uma visita de estudo com o objectivo de visitar o Visionarium, situado em Santa Maria da Feira. A escolha deste local para a realização da visita prendeu-se com o facto do Visionarium ser um Centro de Ciência interactivo que permite a realização de experiências no âmbito da Física, Química e Biologia, experiências essas que possuem elevado interesse para a comunidade em geral e para estes alunos em particular.
No centro supracitado começa-se por assistir a um pequeno filme que serve de contextualização da "experiência": leva à compreensão do que se vai ver a seguir e de tudo o que se vai passar.
De seguida, visitam-se 5 odisseias (salas temáticas onde cada um pode aprender, por si só e através de experiências, o que é mostrado). É feita também uma visita ao laboratório, que será abordada mais à frente. Por último, é leccionada uma pequena palestra sobre o telégrafo e comunicações.
O tema da primeira odisseia é a TERRA. Esta sala, que é introduzida/explicada por Fernão de Magalhães (navegador Português do século XVI que realizou a primeira viagem de circum-navegação do globo), encontra-se repleta de experiências, conceitos e noções científicas sobre o nosso planeta. Nela, são abordadas, entre outras, as temáticas da orientação, cartografia, máquinas simples e mecânica.
A segunda odisseia apresenta-nos o tema MATÉRIA. E quem melhor para o introduzir que Dimitri Mendeleev, um dos maiores químicos do século XIX e inventor da Tabela Periódica? De facto, o elemento nº 101 da tabela periódica, o Mendelévio (Md), foi nomeado em sua homenagem!
A visita desta sala permite compreender a constituição e organização da tabela periódica, as propriedades da matéria, da luz e do electromagnetismo. É interessante salientar a existência de uma tabela periódica interactiva onde são visualizadas as substâncias referentes aos elementos constituintes da tabela, no seu estado físico real à temperatura ambiente (sólido, líquido e gasoso).
A terceira odisseia tem como tema o UNIVERSO. A visita a esta sala é iniciada por um pequeno vídeo introdutório com uma personagem virtual (Hubble).
Ao explorar a sala envolvida num ambiente evocativo do Espaço, é possível descobrir os diversos modelos de representação do universo, o funcionamento dos instrumentos utilizados em astronomia, o sistema planetário e ainda os conceitos científicos envolvidos na exploração Espacial, ilustrados por experiências interactivas.
A quarta odisseia foi sem dúvida aquela que mais esteve relacionada com a matéria leccionada no 12º ano de Biologia: o seu tema é a VIDA. O anfitrião desta odisseia é Gregor Mendel, pai das leis da hereditariedade e da genética.
Percorrendo o espaço que evoca as circunvoluções do cérebro humano, embarca-se numa viagem que demonstra a espantosa diversidade dos seres vivos. Os objectos expostos e módulos interactivos auxiliam a compreensão do funcionamento do código genético, do cérebro e dos sentidos: a visão, a audição, o tacto e o olfacto.
A última mas não menos importante visita foi à Odisseia da INFORMAÇÃO. Nesta sala, o próprio visitante torna-se parte da exposição: a sua imagem surge num monitor a conversar com uma personagem: o homem-máquina. Na realidade, a própria arquitectura da sala sugere a estrutura de um computador, com os seus vários componentes.
É assim possível (re)descobrir o mundo com o qual se lida diariamente, mas que a maioria das pessoas acaba por conhecer mal: a linguagem binária, a programação e o universo dos CD-ROM e da Internet.
Após a visita a todas as salas acima referidas, há ainda a oportunidade de realizar uma mini oficina sobre o telégrafo, o primeiro mecanismo que permitiu comunicações rápidas e a grandes distâncias. Assim, para honrar esta maravilhosa invenção são efectuadas comunicações com o telégrafo e ainda a descodificação de uma mensagem em Código Morse.
Para terminar, os alunos têm ainda a oportunidade de participar numa actividade no laboratório do Visionarium relacionada com o estudo da molécula DNA e com as suas aplicações no ramo das Ciências Forenses.
Após uma pequena sessão durante a qual os alunos relembram algumas características do Ácido Desoxirribonucleico, bem como as suas aplicações na criminologia, são formados grupos que fornecem uma amostra de saliva de um membro para a realização da experiência a seguir descrita.
Após a extracção da amostra estar concluída, realiza-se a purificação do DNA e posteriormente a sua ampliação pelos processos PCR (Polymerase Chain Reaction) e electroforese. A electroforese permite a análise de DNA através da migração das moléculas que o constituem, o que gera um resultado diferente de pessoa para pessoa.
Numa tina de electroforese é deitado um gel de agarose e colocado um pente. Depois de seco, o gel é retirado do pente, observando-se então a formação de pequenos "poços" no mesmo, poços esses onde é colocada a amostra de DNA.
No laboratório há uma tina com o gel já seco onde cada grupo coloca a amostra de DNA salivar que havia retirado, em cada poço. No final desta actividade realiza-se a comparação do rasto de DNA obtido por electroforese, num gel já previamente feito, de várias pessoas. Assim, comparamos o DNA recolhido na "cena do crime" com o de todos os indivíduos que foram submetidos à recolha de DNA e identificamos o culpado, devido à observação que foi feita na tina com gel de agarose. O pedaço de DNA que nos permitiu fazer este tipo de identificação chama-se DNA Satélite.
Em suma, foi uma visita que apesar de cansativa foi cativante. É uma excelente forma de promover a Ciência. Foi uma aventura científica, pois interagimos directamente com os equipamentos e experiências o que fez com que conseguíssemos enriquecer os nossos conhecimentos científicos.
Os objectivos associados à visita de estudo foram cumpridos, exceptuando os que estavam associados à actividade Mini – oficina GPS, uma vez que a mesma não se realizou, por o material não se encontrar operacional, tendo sido substituída por uma outra Mini – Oficina denominada “ O Telégrafo”. A substituição da actividade foi combinada previamente, por telefone, e teve em conta os conteúdos associados aos conteúdos programáticos da disciplina de Física e Química. A referida actividade realizada enquadra-se no programa da disciplina, na unidade “Comunicações” e no conteúdo “Comunicações à distância”.
Em termos genéricos consideramos que as actividades desenvolvidas e as exposições visitadas foram bastante interessantes e que os objectivos pretendidos foram alcançados.
No que se refere à postura evidenciada pelos alunos durante a visita de estudo, não há a registar qualquer problema. Bem pelo contrário, há que valorizar e elogiar o seu bom comportamento, o respeito máximo pelas regras elementares de conduta e pelas instruções que tiveram que cumprir durante a visita, o convívio saudável com os professores num ambiente diferente do existente no dia-a-dia escolar e um sentido de responsabilidade exemplar.
Colaboraram neste relatório os alunos: