domingo, 13 de março de 2011

Viagem de estudo ao Visionarium

E ainda outra versão...


Quem ainda não foi ao Visionarium, veja aqui:


Viagem ao Visionarium                                                     11º CT3
No passado dia 4 de Janeiro de 2011, os alunos das turmas de 11º e 12º anos no âmbito das disciplinas de Biologia e Geologia e Física e Química realizaram uma visita de estudo ao Visionarium a Santa Maria da Feira.
A chegada deu-se pelas 10 horas da manhã, a visita teve início com um espectáculo que a iria introduzir, focando os tópicos que seguidamente iriam ser abordados nas 5 diferentes salas, a maior parte delas com o seu patrono.
As salas visitadas pertencentes à exposição permanente do Visionarium, denominadas Odisseia, foram as seguintes:
·         Odisseia da Terra, cujo patrono é Fernão de Magalhães, na qual foram abordadas várias experiências relacionadas com a “Orientação e Cartografia”, “Máquinas simples”, “Mecânica”, “Fluidos em Repouso e em Movimento”.
·         Odisseia da Matéria, cujo patrono é Mendeleev e são abordadas várias matérias da Física e Química, como: “A Tabela Periódica”, “Os Materiais e a sua Forma”, “O que é a matéria e qual a sua origem”.  
·         Odisseia da Vida, cujo patrono é Mendel. Nesta sala foram tratadas temas relacionados com Biologia, tais como: “A Dupla Hélice e a Célula”, “Um Mundo para ouvir”, “O Cérebro”, “Um Mundo para tocar”, “Um Mundo para ouvir”, “Um Mundo para Cheirar” e “Um Mundo para ver”. Nesta sala, a principal atenção dirigia-se a quatro dos cinco sentidos, sendo eles o tacto, a visão, o olfacto e a audição.
·         Odisseia do Universo, cujo patrono é Hubble, que abordava diversos tópicos relacionados com o Universo, como: “Observação do Universo”, “A Terra, a Lua e o Sol”, “As leis de Kepler” e “Até ao Infinito”.
·         Odisseia da Informação, também denominada Sala 0110, que deve o seu nome ao código binário. Esta sala estava bastante desactualizada em relação à tecnologia actual, pois esta encontra-se em constante desenvolvimento. Esta sala abordava: “O computador: por fora e por dentro”, “A automatização” e “A informatização”.
                Pela tarde, foram realizadas duas actividades práticas, uma que envolvia a aprendizagem do funcionamento do telégrafo, a utilização do código Morse, abordando também fenómenos de electromagnetismo. Foi ainda realizada outra experiência, desta vez relacionada com o DNA, na qual este foi extraído, amplificado através da técnica de PCR, e após a realização da técnica denominada Electroforese o perfil genético foi traçado. Tudo isto com o objectivo de comparar perfis genéticos de três “suspeitos” para se descobrir qual o “criminoso”.
Em suma, esta visita foi muito útil pois permitiu aprofundar e adquirir novos conhecimentos e ainda relembrar algumas matérias já leccionadas.

11/1/2011
Biologia e Geologia
1º Turno
Drª Teresa Horta

Viagem de estudo ao Visionarium

Mais impressões sobre a visita:




Visionarium - 4 de Janeiro de 2011

No dia 04 de Janeiro de 2011, os alunos do 11º e 12º ano de Biologia da Escola Secundária Severim de Faria realizaram uma visita de estudo com o objectivo de visitar o Visionarium, situado em Santa Maria da Feira. A escolha deste local para a realização da visita prendeu-se com o facto do Visionarium ser um Centro de Ciência interactivo que permite a realização de experiências no âmbito da Física, Química e Biologia, experiências essas que possuem elevado interesse para a comunidade em geral e para estes alunos em particular.
No centro supracitado começa-se por assistir a um pequeno filme que serve de contextualização da "experiência": leva à compreensão do que se vai ver a seguir e de tudo o que se vai passar.
De seguida, visitam-se 5 odisseias (salas temáticas onde cada um pode aprender, por si só e através de experiências, o que é mostrado). É feita também uma visita ao laboratório, que será abordada mais à frente. Por último, é leccionada uma pequena palestra sobre o telégrafo e comunicações.
O tema da primeira odisseia é a TERRA. Esta sala, que é introduzida/explicada por Fernão de Magalhães (navegador Português do século XVI que realizou a primeira viagem de circum-navegação do globo), encontra-se repleta de experiências, conceitos e noções científicas sobre o nosso planeta. Nela, são abordadas, entre outras, as temáticas da orientação, cartografia, máquinas simples e mecânica.
A segunda odisseia apresenta-nos o tema MATÉRIA. E quem melhor para o introduzir que Dimitri Mendeleev, um dos maiores químicos do século XIX e inventor da Tabela Periódica? De facto, o elemento nº 101 da tabela periódica, o Mendelévio (Md), foi nomeado em sua homenagem!
A visita desta sala permite compreender a constituição e organização da tabela periódica, as propriedades da matéria, da luz e do electromagnetismo. É interessante salientar a existência de uma tabela periódica interactiva onde são visualizadas as substâncias referentes aos elementos constituintes da tabela, no seu estado físico real à temperatura ambiente (sólido, líquido e gasoso).
A terceira odisseia tem como tema o UNIVERSO. A visita a esta sala é iniciada por um pequeno vídeo introdutório com uma personagem virtual (Hubble).
Ao explorar a sala envolvida num ambiente evocativo do Espaço, é possível descobrir os diversos modelos de representação do universo, o funcionamento dos instrumentos utilizados em astronomia, o sistema planetário e ainda os conceitos científicos envolvidos na exploração Espacial, ilustrados por experiências interactivas.
A quarta odisseia foi sem dúvida aquela que mais esteve relacionada com a matéria leccionada no 12º ano de Biologia: o seu tema é a VIDA. O anfitrião desta odisseia é Gregor Mendel, pai das leis da hereditariedade e da genética.
Percorrendo o espaço que evoca as circunvoluções do cérebro humano, embarca-se numa viagem que demonstra a espantosa diversidade dos seres vivos. Os objectos expostos e módulos interactivos auxiliam a compreensão do funcionamento do código genético, do cérebro e dos sentidos: a visão, a audição, o tacto e o olfacto.
A última mas não menos importante visita foi à Odisseia da INFORMAÇÃO. Nesta sala, o próprio visitante torna-se parte da exposição: a sua imagem surge num monitor a conversar com uma personagem: o homem-máquina. Na realidade, a própria arquitectura da sala sugere a estrutura de um computador, com os seus vários componentes.
É assim possível (re)descobrir o mundo com o qual se lida diariamente, mas que a maioria das pessoas acaba por conhecer mal: a linguagem binária, a programação e o universo dos CD-ROM e da Internet.
Após a visita a todas as salas acima referidas, há ainda a oportunidade de realizar uma mini oficina sobre o telégrafo, o primeiro mecanismo que permitiu comunicações rápidas e a grandes distâncias. Assim, para honrar esta maravilhosa invenção são efectuadas comunicações com o telégrafo e ainda a descodificação de uma mensagem em Código Morse.
Para terminar, os alunos têm ainda a oportunidade de participar numa actividade no laboratório do Visionarium relacionada com o estudo da molécula DNA e com as suas aplicações no ramo das Ciências Forenses.
Após uma pequena sessão durante a qual os alunos relembram algumas características do Ácido Desoxirribonucleico, bem como as suas aplicações na criminologia, são formados grupos que fornecem uma amostra de saliva de um membro para a realização da experiência a seguir descrita.
Após a extracção da amostra estar concluída, realiza-se a purificação do DNA e posteriormente a sua ampliação pelos processos PCR (Polymerase Chain Reaction) e electroforese. A electroforese permite a análise de DNA através da migração das moléculas que o constituem, o que gera um resultado diferente de pessoa para pessoa.
Numa tina de electroforese é deitado um gel de agarose e colocado um pente. Depois de seco, o gel é retirado do pente, observando-se então a formação de pequenos "poços" no mesmo, poços esses onde é colocada a amostra de DNA.
No laboratório há uma tina com o gel já seco onde cada grupo coloca a amostra de DNA salivar que havia retirado, em cada poço. No final desta actividade realiza-se a comparação do rasto de DNA obtido por electroforese, num gel já previamente feito, de várias pessoas. Assim, comparamos o DNA recolhido na "cena do crime" com o de todos os indivíduos que foram submetidos à recolha de DNA e identificamos o culpado, devido à observação que foi feita na tina com gel de agarose. O pedaço de DNA que nos permitiu fazer este tipo de identificação chama-se DNA Satélite.
Em suma, foi uma visita que apesar de cansativa foi cativante. É uma excelente forma de promover a Ciência. Foi uma aventura científica, pois interagimos directamente com os equipamentos e experiências o que fez com que conseguíssemos enriquecer os nossos conhecimentos científicos.
Os objectivos associados à visita de estudo foram cumpridos, exceptuando os que estavam associados à actividade Mini – oficina GPS, uma vez que a mesma não se realizou, por o material não se encontrar operacional, tendo sido substituída por uma outra Mini – Oficina denominada “ O Telégrafo”. A substituição da actividade foi combinada previamente, por telefone, e teve em conta os conteúdos associados aos conteúdos programáticos da disciplina de Física e Química. A referida actividade realizada enquadra-se no programa da disciplina, na unidade “Comunicações” e no conteúdo “Comunicações à distância”.
Em termos genéricos consideramos que as actividades desenvolvidas e as exposições visitadas foram bastante interessantes e que os objectivos pretendidos foram alcançados.
 No que se refere à postura evidenciada pelos alunos durante a visita de estudo, não há a registar qualquer problema. Bem pelo contrário, há que valorizar e elogiar o seu bom comportamento, o respeito máximo pelas regras elementares de conduta e pelas instruções que tiveram que cumprir durante a visita, o convívio saudável com os professores num ambiente diferente do existente no dia-a-dia escolar e um sentido de responsabilidade exemplar.
Colaboraram neste relatório os alunos:

Joana Machado
Francisca Manoel
Miguel Coelho
Teresa Caldeira
Carolina Alegria
Ana Sofio
Helena Guerra
Ana Lopes
Nádia Fialho
Duarte Alves
Margarida Figueira
Cátia Cordeiro
Inês Rocha

Colaboraram neste relatório as professoras:
Drª Olívia Amador (revisão do texto)
Drª Teresa Horta

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Inocência de Alice

No âmbito da disciplina de Clássicos da Literatura estou a estudar a fundo as obras de Lewis Carroll sobre a personagem Alice. As suas histórias desdobram-se em dois livros, o mais conhecido Alice no País das Maravilhas e o menos conhecido, As Aventuras de Alice do Outro Lado do Espelho. Lendo e relendo várias vezes os livros cheguei a certas conclusões presentes neste ensaio sobre a inocência de Alice, enfatizando-me no primeiro livro. 
            Uma das características da personagem principal, Alice, é a sua inocência para com o mundo em seu torno. Alice enfrenta as coisas extraordinárias do País das Maravilhas com uma serenidade própria de uma menina de 7 anos. Ela não sabe que as coisas que vê não existem, ela não sabe que o nosso mundo é governado por uma proximidade à ordem enquanto o  País das Maravilhas é governado pela loucura. Assim, ela corre atrás de um Coelho Branco que perdeu as luvas, assim, ela fala com uma Lagarta que fuma de uma Narguilha e bebe um chá com uma Lebre de Março, um Arganaz e um Chapeleiro Louco, como se fosse algo que fizesse todos os dias, como se fossem procedimentos regulares do seu dia-a-dia.
            Como explicar esta inocência? Suponho que até uma menina de 7 anos saiba que os Coelhos não usam luvas (especialmente naquela altura em que não existia televisão), que as Lagartas não fumam e que as Lebres e os Arganazes não bebem chá. A minha primeira aposta seria: o Sonho. Alice sonhou tudo e isso prova-se com o seu acordar ao fim do livro. Porém, há marcas de sonho em todo o livro. Eu não duvido que toda a gente tenha sonhos diferentes, uns sonham a cores e outros a preto e branco e uns sonham com a sua vida e outros com a dos outros e uns sonham com o futuro e outros com o passado. Porém, Alice sonha com o absurdo e à medida que sonha com o absurdo, as personagens criam reminiscências fáceis de identificar (a meu ver).
            Quem é que nunca sonhou com uma frase que lhe tenham dito e, por obra e graça do subconsciente se voltou a manifestar no sonho? Pois Alice, fala com um Rato que lhe diz que “a coisa mais secante que conhece” é a história de Guilherme, o Conquistador. Quem nunca sonhou com uma frase que lhe tenha sido dita na aula de história, atire a primeira pedra. O Rato conta a história de Guilherme, “cuja causa era abonada pelo papa, não tardou a submeter os ingleses, que careciam de líderes, e ultimamente estavam muito acostumados à usurpação e à conquista. Edwin e Morcar, os duques de Mércia e Nortumbria (...) e mesmo Stigand, o arcebispo da Cantuária, achou isso inoportuno...” diz o Rato, interrompido por um Pato que o questiona.
            Outra marca do sonho seria o crescer e decrescer involuntário de Alice... quem é que nunca se sentiu cair enquanto sonhava? Cientistas dizem que essas quedas são manifestações do nosso crescimento. Assim, a cada vez que Alice crescia abruptamente ou decrescia, também abruptamente, simbolizava o seu crescimento real... como se a cada pulo fosse uma queda daquelas pequeninas que sentimos quando dormimos.
            Finalmente, a nossa queda para o absurdo enquanto sonhamos, acontecem-nos coisas impossíveis com a maior das naturalidades, como daquela vez em que sonhei que uma baleia aparecia no ginásio durante uma aula de educação física e acordei quando vi o letreiro “GAME OVER” e pensei que toda a minha turma tinha “perdido” (vá-se lá saber porquê).
            Assim, a explicação mais plausível para a naturalidade de Alice face às loucuras a que era submetida está explicada no próprio livro: Alice sonhava à beira do lago enquanto a irmã lia um livro sem diálogos nem imagens. 

Tiago Clariano | 12.º LH1

Leituras e escritas

A leitura e a discussão de ideias em primeiro lugar e sem separação de prioridades.
Com os meios que temos, com os meios disponíveis que aproveitamos no mundo em que vivemos. A razão de ser, de existir, de uma biblioteca é o tornar-se um meio para promover essa necessidade de saber mais, de transformar esse saber, de participarmos e partilharmos esses saberes, eruditos, populares, juvenis, clássicos, como os quiserem classificar, o que importa menos. Não só o livro, mas o livro também na base. Biblio significa livro, mas seja esse livro em papel ou em meios informáticos, seja o texto escrito, oral, em imagens, com movimentos ou não, a cores ou com a profundidade do preto e branco, em histórias ou estórias que podem parecer simples na aparência.

Solicitamos a todos a participação. Contem-nos a todos, nestas redes sociais onde nos confundimos, onde desejamos contar o que sentimos, onde queremos mudar qualquer coisa para melhorar, seja o sistema, seja o nosso dia a dia, o que quisermos.

Para já falem-nos desse livro de que gostaram. Não é preciso ser “o livro da minha vida”; nem sequer uma recessão crítica ou um trabalho escolar (avaliações não interessam para aqui). Basta que digam que gostei disto ou daquilo, até porque o meu amigo daqui ou dalém pode gostar (e gosta) que alguém lhe diga que este livro vale a pena ser lido; e certamente retribuirá. Quem diz livros, diz filmes … experiências …  

Deixemo-nos de idades ou de imagens sobre as idades. Quem tem 12 anos que escreva, outros com 30, outros com 16, 15, 17, 14, 18, 50. Escrevam alunos, escrevam professores, funcionários, ex-alunos … Cada um, cada geração pode contribuir participando com as suas ideias e sensações, sabendo todos que isso vai ajudar alguém a ler mais e a ter ideias.

Já houve quem começasse. Parabéns aos primeiros. Agora esperamos por outros, por muitos. Para começar que se escreva sobre um livro.


Os textos podem ser enviados para bibliofaria@gmail.com. 
Quem quiser identifique-se só com as iniciais do nome ou com o nome inteiro. Sem formalidades.

JS

"O clássico que revolucionou a literatura norte-americana"

Sim, estou a falar-vos da obra mais conhecida de J. D. Salinger: "À espera no centeio". Quem nunca conheceu The Beatles? Nem que seja pela mãe, pelo irmão, ou pelos amigos. Mas qual a relação entre o livro e a banda? A questão é essa: o que me motivou a ler a obra de Salinger foi exactamente o fascínio que tenho pela banda e o também o que conheço da mesma. Passando a explicar: Mark Chapman quando assassinou, com cinco tiros, John Lennon trazia consigo o romance de Salinger, e dizia que o mesmo possuía uma mensagem que o ordenava matar Lennon. Embora já conhecesse o autor, fiquei entusiasmada quando descobri que este livro levou à morte de um dos melhores artistas de sempre! Assim, interessei-me!
Falando um pouco do livro: como já citei, é um romance! Narra três dias da vida de um adolescente; a narrativa é na primeira pessoa. Durante esse mesmo período Holden, a personagem principal, fora expulso da escola. Ao regressar a casa, o jovem tenta adiar o inevitável e, enquanto o faz, depara-se e provoca situações que desconhecera. E, como cita o Diário de Notícias, este livro é: "(...) sobre o que se passa na alma de um rapaz em mudança, incapaz de enfrentar o fim da inocência."
Contudo, julgo ser um bom livro, fácil de ler e muito interessante. 

Teresa Caeiro


Bibliotecas escolares - Atividades 2025/2026

 Antes do início do novo ano letivo, deixamos um apontamento relativo às atividades das Bibliotecas Escolares (ESSF), no ano letivo 2025-20...