Faria conversas no presente e não no condicional...aqui na Severim de Faria, gente de cá ou próximo deste cá.Sobre tudo o que seja actual, criativo, sonante, interessante, humorístico, polémico, ou seja, o passado, o presente, os clássicos, o contemporâneo. Tendo como fontes: literatura, arte, cinema, jornalismo, ciência, televisão... tudo e mais alguma coisa.
Também este é um bom tema para brincar com as palavras.
Assim, por exemplo:
Se eu fosse eu, queria ser maior
Se eu fosse eu queria ser maior, já ter um metro e meio. Podia entrar em mais diversões, era melhor, muito melhor!
A verdade, é que não há um dia em que o Afonso não me chame pequenina, mas não é só o Afonso, outros amigos meus também. Um dia, até uma funcionária me confundiu duas vezes com uma menina do terceiro ano, e eu andava no sexto. Se eu fosse maior, no refeitório da Escola Severim de Faria, não precisava de pedir às minhas amigas para me tirarem a sopa, pois esta está num local onde eu só chego em bicos dos pés. Como a sopa vem cheia, pum! E vocês já sabem o que acontece. Nunca consigo chegar às prateleiras mais altas!
Mas ser alto às vezes tem desvantagens. Nos jogos das escondidas, os mais pequenos escondem-se melhor. Também têm mais flexibilidade e eu adoro ginástica. Quando as pessoas são pequenas é sempre mais simpático. Por exemplo, ontem, nas praxes, houve um rapaz que teve pena de mim e não me “praxou”.
Mas mesmo assim acho que prefiro ser alta. Pelo menos com um metro e meio!!
Comunicamos. Desde sempre. Com gestos, imagens, sons, mas sobretudo palavras.
E é porque as palavras nos tocam e fazem parte de nós, que por elas e com elas abrimos este ano lectivo.
A propósito de palavras que nos tocam, a Raquel elegeu a palavra :
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Música
A partir da música, canto, vivo, enlouqueço, amo...
Amo a música, a forma como os sons me alteram o estado de espírito. Gosto de apreciá-la e que me acompanhe, sinto-me capaz de tudo, até acredito que se todos ouvíssemos música o dia todo, a nossa vida toda, éramos mais inteligentes e pacíficos.
“Alguns acreditam em Deus, eu acredito na música”.
É verdade que já cá estamos há uns dias, é verdade que o ano lectivo já começou e só agora cumprimentamos quem chegou. Alguns de novo, outros nem por isso. Mas uns ou outros, todos estamos a viver algo de novo e bem fresco: o novo edifício, uma nova escola, pelo menos fisicamente falando.
É certo que a Biblioteca continua encaixotada, desarrumada, mas todos já perceberam que é só uma
questão de dias. Breve breve se inaugurará, também nova, também fresca.
Entrega de prémios aos alunos que participaram com prosa, poesia e ilustrações na revista Khatársis.
A Khatársis de 2010 pode ser consultada aqui, também através da coluna do lado esquerdo deste blogue, bastando clicar na imagem. Edições anteriores, tanto da Khatársis como da Gazeta da Biblioteca podem ser consultadas do mesmo modo. Mais fotografias podem ser vistas no Facebook da Biblioteca:
Do lado esquerdo encontra-se ao vosso dispor, desde ontem, a nova edição da Gazeta da Biblioteca.
A responsável pela sua paginação e concepção, professora Paula Vidigal, pede desculpa às alunas Carolina Pena e Maria Teresa Vaz Freire pelo facto de ter registado erradamente a autora do texto "Até ao meu último rasgo de mim" , lapso que sucedeu na Gazeta em formato papel. Na versão aqui postada em PDF o erro já surge corrigido.
Chegou a altura mais temida para muitos jovens portugueses, a época de exames nacionais. Estes podem decidir o seu futuro, entrar ou não no curso superior pretendido, ou pior a dúvida final de que curso escolher. Decidi escrever um texto de reflexão sobre a minha própria experiência para os que estão a passar aquilo que eu já passei.
Sinceramente, nunca me preocupei com os exames nacionais, o meu dilema foi mais “Que curso escolher?”. Talvez seja a minha natureza de ser curiosa e desejar conhecer mais, mas sempre tive indecisa numa área, e apesar de estar no segundo ano do curso, ainda hoje penso se deveria ter escolhido outro curso. Não porque não esteja a gostar do curso, mas porque tenho um grande interesse noutras áreas.
Vou começar pelo inicio do meu percurso, quando ingressei no ensino secundário escolhi a área de Ciências Sociais e Humanas porque pretendia seguir Direito, entretanto apaixonei-me pela Filosofia e pela Psicologia, no entanto pensei em seguir História, mas eu pensava como a maior parte das pessoas pensa que História dá apenas para dar aulas (hoje sei que tem várias saídas).
E querem saber quando realmente decidi a minha primeira opção? No momento de preencher as opções. E a minha primeira opção acabou por ser Ciências da Informação e documentação. Porque o escolhi? Ao certo não sei, mas como era um curso que tinha disciplinas de História, Informática, Gestão e Sociologia, chamou-me a atenção e principalmente por ter como saída trabalhar numa biblioteca (no entanto tem mais saídas).
Considero que as pessoas por vezes escolhem os cursos pelos motivos errados. Há cursos que estão na “moda” e as Universidades aproveitam para abrir muitas vagas, porque ganham com isso, no entanto o aluno não ganha nada com isso. Já pensaram quantas pessoas se formam em Psicologia por ano?! E continua a haver muitos alunos a desejarem tirarem Psicologia, continuo a ter interesse por Psicologia, mas hoje vejo que realmente não teria vocação para Psicologia. Acho que os jovens que queiram ingressar no ensino superior devem ter noção de algumas coisas como: as saídas profissionais, as disciplinas leccionadas pelas universidades, se têm vocação ou não para exercer a profissão pretendida.
Há mais, a Universidade não deve ser vista como uma maneira de fugir dos pais e ter liberdade. Tudo deve ser na medida certa. Muito estudo e um pouco de diversão. Ir para a universidade pode ser uma experiencia para os jovens deixarem de ser adolescentes e darem o salto em frente, ser adultos.
Desejo a todos boa sorte para os exames!
Daniela Parra
(título da responsabilidade dos autores do blogue)