quarta-feira, 18 de março de 2009

A cidade que me habita

A CIDADE QUE ME HABITA

A cidade que me habita

Não é a que tu conheces

Nasceu da geometria dos dedos

E do cruzamento dos olhares

Arde constantemente

Como ferida tatuada no meu corpo

É feita de muralhas e pedras soltas

Unidas pela argamassa dos dias

Renasce no voo dos pássaros

Que desenham o céu

Ignora a superstição

Dos rituais quotidianos

A cidade que me habita

Quebrou o rosto contra o tempo

E ainda não cicatrizou do passado.

C.M.Gil

Março 2009

Parlamento dos Jovens








Hoje foi a sessão regional do Parlamento dos Jovens. Havia propostas de onze escolas do distrito, cada uma representada por quatro alunos (deputados) e um suplente. Da escola foram: José Benjamim, João Zorrinho, Vera Pereira, Tiago Nunes e Ana Valido.Os deputados da E.S. Severim de Faria foram duplamente vencedores na sessão regional.
Foi aprovada a proposta feita pela turma de Ciência Política desta escola.
A escola ficou em primeiro lugar. Assim vão à Assembleia da República quatro representantes do distrito de Évora, os dois primeiros são da turma, o João Zorrinho (porta-voz do distrito) e o José Benjamim.
Participaram neste projecto todos os alunos da disciplina de Ciência Política
Valeu a pena o esforço colectivo.

terça-feira, 17 de março de 2009

21 de Março - Dia Mundial da Poesia


Évora


Évora minha,
De tão antigas que és
Caminhava por ti de lés-a-lés.
Oh cidade Minha,
Orgulho por ti não falta.
Quando me perguntam a
Que cidade pertenço,
Respondo logo que é
A uma cidade alta.
Alta em quê?
Alta em brilho, sossego
Alta em tamanho.
Sou daquela cidade romana
Que tem um grande templo.
Podia ser um açougue mas
Estava dedicado a Diana.
Geraldo, quem foi?
Valente guerreiro,
Em tua honra
Fizeram uma praça,
Para mostrar o quão
Eras um «eborense» verdadeiro.
Mouros saíram com cabeça
Cortada, se queres saber mais,
Não te vou contar nada.
Évora está aqui para te receber.
Não troques isto por nada
Porque no fim
Vais perceber.

Rita Martinho 10ºLH1 nº22

21 de Março - Dia Mundial da Poesia

MAR EM MIM


O mar que uns vêem,

nem sempre é o mar que eu vejo.

Pois esse sabe o meu nome,

sabe enunciá-lo no momento certo,

sabe guiar-me para o seu coração,

tocando no meu também.

E eu sei que guardará os meus desabafos

tão bem ou melhor que as minhas memórias.

Só quando nos encontramos envolvidos,

é que penso com total clareza e paixão, e percebo

que os longos segundos que me afundo nele,

são os únicos em que sentir

se torna, para mim, o mesmo que amar.

Onde ele estiver está e estará uma parte de mim.

Ana Castro

21 de Março - Dia Mundial da Poesia



Eras mais



O que me invade,
O que não consigo domar
É fruto da saudade,
Saudade de te olhar.

Crescendo lentamente,
Sempre lado a lado,
Outrora juntas no presente,
Hoje, só te encontro no passado.

Sinto, porém, que fracassei
No final da tua vida
Sofrendo te abandonei
Com medo da despedida.

Sei que se pudesse recuar
Iria agir de forma diferente
Espero que me possas perdoar
Enquanto sigo, só, para a frente…

Eras mais que uma cadela,
Companheira de carruagem.
Perco-te, olhando pela janela,
Porque ficaste nesta paragem?



Maria Ana Zorrinho, 10ºSE

21 de Março - Dia Mundial da Poesia


Paixão Proibida

É o sonho

É a dor escondida,

O mar de ilusões

Que comanda a vida.


É a melodia secreta

Que ecoa no fundo de um olhar,

Que chama por ti,

Que por mim parece chamar.


Um sofrimento tão profundo

Tão obscuro que nos leva,

Que nos consome,

Que nos atraiçoa.


Uma desconfiança,

Uma promessa feita em vão,

Um castigo eterno

Que nos persegue desde então.


O fogo gelado num coração perdido,

Num tempo esquecido,

De um mar revoltado,

De um sol apagado.


Um beijo de saudade,

E uma tristeza que para sempre nos acompanha.


A quem me refiro?

A algo que nos mata com um suspiro,

A algo mais forte que a vida,

A paixão proibida.

Miguel Coelho

10ºCT2

21 de Março - Dia Mundial da Poesia


As pessoas nem sempre são boas,
Por vezes até há gente ruim,
Mas, no mundo em que frequentemente me vejo,
Nunca é assim.

Sentes-te a voar, a abstrair do mundo real,
Sentes a música no teu corpo,
E tens mesmo que te deixar levar.

A magia de um único salto,
A leveza dos movimentos,
A perfeição é uma realidade,
Nesse mundo em que estás dentro.

As pessoas aplaudem
E tu ficas orgulhosa,
Elas comentam que estás perfeita,
Frágil como uma rosa.

Sentes-te imortal, o mundo todo a teus pés,
Esboças um sorriso, pões-te em pontas
E já não há mais nada.
És apenas tu e o teu mundo.

E quando todas as luzes se apagam,
O troço já está desfeito,
As sapatilhas e protecções arrumadas,
A dor chega, e enche-te por completo.

Onde está a magia?
Para onde foi a imortalidade?
A dor, apenas tu a consegues ver,
E o que era perfeito acabou.

És uma pessoa normal,
Num mundo cheio de injustiças.
Agora vai! Dorme e descansa,
E aproveita mais outro mundo,
Onde ainda existe esperança.

Débora 10ºCT2

Bibliotecas escolares - Atividades 2025/2026

 Antes do início do novo ano letivo, deixamos um apontamento relativo às atividades das Bibliotecas Escolares (ESSF), no ano letivo 2025-20...