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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Homem do Sul


Mais uma vez o Homem do Sul (neste caso uma rapariga…) se deslocou a esta Biblioteca com a sua estranha aposta. Aconteceu dia 3 de Fevereiro, pelas 11.45.

Personagens: narrador e rapaz que aceita a proposta – a contadora de histórias. Rapaz que aceita a proposta – uma rapariga que não revelou o nome…; amiga do rapaz, quase sempre calada (adivinhámos, no entanto, que se chamava Patrícia); empregada do hotel – outra rapariga anónima; esposa do Homem do Sul – uma rapariga alta, com os dedos todos e as unhas pintadas.

Moral da história – foram-se os dedos, ficou a história.

Espectadores: a turma 10º LH1 e a professora Prazeres Nunes, de Inglês.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ANIMAR

No âmbito do estágio profissional de Acção Social que estamos a realizar no núcleo ANIMAR da nossa escola, está a decorrer o projecto “9” dirigido aos alunos da Associação de Paralisia Cerebral de Évora, durante nove semanas, com actividades por nós desenvolvidas com o objectivo de melhorar as competências sociais dos alunos da Associação e simultaneamente desenvolvermos experiencias e competências profissionais na área da pessoa deficiente.
(As alunas estagiarias Ana Ourives e Tânia Molero)

sábado, 31 de janeiro de 2009

TOURADAS: ARTE OU CRUELDADE?

Não digo que nas touradas não haja crueldade. Mas, considero, acima de tudo que, para algumas pessoas, as touradas são arte.
As touradas não são só os touros, os touros de morte – que é o que faz com que algumas pessoas não gostem – mas é também o espírito da tauromaquia, ou seja, a paixão por touros e cavalos; a música que as bandas filarmónicas tocam quando os toureiros fazem uma boa lide; os fatos de toureiros, forcados, peões de brega.
É certo, que ver touros morrerem em plena praça custa um pouco, mas também tem a ver com a forma como os matam. E, mais tarde ou mais cedo, o animal bravo teria que morrer, fosse perante os factores da natureza ou pela “mão” de um homem, sabendo que estes que são corridos em praça, são próprios para este espectáculo, já nascem com o seu destino marcado.
Quando um toureiro apresenta uma boa lide, é bom ouvir os “olés” dos aficionados, e o bater das palmas, em pé, quando um forcado faz uma boa pega, pois, todos os que vão para dentro da praça, gostam de ser alimentados com a alegria do público que está nas bancadas.
E, em relação à sociedade em que vivemos, se é para sermos “todos diferentes mas todos iguais”, então porquê fazer com que as touradas acabem? Cada um não tem o seu próprio pensamento, gosto e opinião?
Com estas minhas palavras não quero mudar nem o gosto, nem a opinião, nem mesmo o pensamento de cada um, mas sim dizer que, nas touradas pode haver crueldade, mas há sobretudo a arte da tauromaquia.

Margarida Oliveira

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Homem do Sul, de Roald Dahl

Aconteceu hoje…

O Homem do Sul, com o seu panamá branco. Chegou à beira da piscina e, depois de o rapaz lhe ter oferecido um cigarro e LUME, o homem do chapéu sugeriu-lhe uma aposta… e que estranha aposta !!! Um Cadillac contra o dedo mindinho da mão esquerda (do rapaz !!!).Está apostado.

O que sucederá depois? Ficará o rapaz sem dedo e irão para o Hospital todos a bordo do Cadillac, como às tantas sugere o narrador desta história?

Na próxima quarta saberemos, nos 5 Dedos de Conversa (será que nos cortam o dedo e passamos a ser 4 Dedos de Conversa???!!!).

Na Biblio, claro!



sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Concurso animais de estimação

Lembram-se do concurso "animais de estimação" lançado no mês passado? Pois é, as votações não surgiram na altura, mas este mês já houve votos.
Assim, propomos que façam/continuem as vossas votações até 30 deste mês. Depois disso atribuiremos um prémio ao vencedor(a).

Não se atrasem, nem se esqueçam outra vez!

E já agora vão também ao desafio do hobbie!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O meu hobbie

Depois de um dia de escola , de trabalho, há que relaxar, descontrair, fazer algo diferente. Ou seja, uma outra ocupação, um hobbie.
Há quem coleccione, jogue a algo, pratique um desporto, escreva, desenhe, toque um instrumento, costure, cozinhe... e tantas outras ocupações que mentes criativas como vocês saberão melhor que eu.
O desafio é: divulga aqui o teu hobbie, escrevendo umas linhas sobre o mesmo. Envia também uma foto sobre ele.
Vamos lá, quem sabe não aproveitas para que a sua divulgação ganhe adeptos ou reconhecimento ?
Envia os teus textos e imagens para:
bibliofaria@gmail.com

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

CONCURSO DE ILUSTRAÇÕES PARA O CADERNO LITERÁRIO “KATHÁRSIS”

ESTÁ ABERTO UM CONCURSO DE ILUSTRAÇÕES PARA O CADERNO LITERÁRIO “KATHÁRSIS”

SE GOSTAS DE DESENHAR, ENVIA OS TEUS DESENHOS, DIGITALIZADOS, PARA O EMAIL DA BIBLIOTECA
bibliofaria@gmail.com,
ATÉ AO FINAL DO 2º PERÍODO.

ALÉM DE FIGURAREM NO CADERNO LITERÁRIO, PODES RECEBER UM PRÉMIO.

NÃO PERCAS ESTA OPORTUNIDADE! CONCORRE!

Khatársis: Concurso Literário

REGULAMENTO DO CONCURSO LITERÁRIO “KATHÁRSIS”

Os alunos podem apresentar a concurso um ou mais textos, de prosa e poesia, de tema livre e em Língua Portuguesa.

Cada texto apresentado a concurso não deverá exceder as 25 páginas.

Os textos apresentados a concurso terão que ser assinados com um pseudónimo. Cada concorrente só poderá assinar com um pseudónimo. (Se concorrer com vários textos, terá de os identificar com o mesmo pseudónimo).

Os textos devem ser apresentados passados a computador: Título – Times New Roman, tamanho 20 negrito; Texto – Times New Roman, tamanho 14.

Os textos devem ser enviados por correio electrónico para o seguinte endereço: bibliofaria@gmail.com


Cada concorrente deve enviar o(s) seu(s) texto(s) identificado(s) com o seu pseudónimo e ano de escolaridade.


Após o envio do(s) textos(s) por correio electrónico o concorrente deve entregar na Biblioteca da Escola, um envelope fechado, com o seu pseudónimo escrito no exterior e a sua identificação ( nome, número e turma) no interior do mesmo. Só após a recepção do envelope com a identificação do concorrente, os seus textos serão admitidos a concurso.

Todos os textos apresentados a concurso integrarão o Caderno Literário “KATHÁRSIS”.

Serão atribuídos 2 prémios por ciclo (3º ciclo e ensino secundário) para o melhor texto de prosa e o melhor texto de poesia. Serão ainda atribuídas Menções Honrosas.

Os trabalhos podem ser enviados até dia 27 de Março de 2009 prazo limite de recepção dos textos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Gato Preto, de Edgar Allan Poe


A terrífica história de O Gato Preto (de Edgar Allan Poe), voltou à cena na Bibliofaria, no espaço 5 Dedos de Conversa.
No intervalo de 4ª feira, o nosso fiel público tem comparecido, alunos do 7º D e o Carlos, “sócio” vitalício das nossas leituras. Amanhã ouvirão o desfecho… depois de assassinar a esposa, o que fará mais o perverso narrador?
Hoje, dia 13 de Janeiro, vieram aos 5 Dedos os alunos do 7º B. Como era dia 13, apesar de não ser sexta-feira, O Gato Preto voltou a actuar…
Esperamos aqui os comentários destes ouvintes.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ano Novo




Um excelente 2009!

Paula Ferrão





Folhinha

Murchou a flor aberta ao sol do tempo.
Assim tinha de ser, neste renovo
Quotidiano,
Outro ano,
Outra flor,
Outro perfume.
O gume
Do cansaço
Vai ceifando,
E o braço
Doutro sonho
Semeando.

É essa a eternidade:
A permanente rendição da vida.
Outro ano,
Outra flor,
Outro perfume,
E o lume
De não sei que ilusão a arder no cume
De não sei que expressão nunca atingida.

Miguel Torga, Orfeu Rebelde (1958)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Poema de Natal


O poema que se segue não está completo.
É, pois, um convite à (re) descoberta do autor…
Feliz Natal

Paula Ferrão



SEXTILHAS A UM MENINO JESUS DE ÉVORA

Num convento solitário
De Évora, cidade clara,
Claro celeiro de pão,
Existe uma imagem rara
Obra dum imaginário
Dos tempos que já lá vão...

É um Menino Jesus,
De bochechinha brunida
Cor de maçã camoesa,
Mas no seu rosto transluz
Uma expressão dolorida
Que enche a gente de tristeza...

De tantíssimas imagens,
Nenhuma vi que mais prenda,
Que maior ternura expanda,
Com suas calças de renda,
Seu vestido de ramagens,
- E coroa posta à banda...


Augusto Gil

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

NATAL

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser Natal é em Setembro
É quando um homem quiser Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

José Carlos Ary dos Santos

Carta ao Pai Natal


Évora, 12 de Dezembro de 2008

Querido Pai Natal:

Este ano, fiz todos os possíveis para, agora, no Natal, te poder pedir os meus três desejos. Foi muito difícil para mim conseguir portar-me bem. Mas penso que todo este esforço vai dar frutos, não achas? Vou agora revelar-te a minha lista de desejos:
O primeiro desejo é um que eu formulei logo a seguir ao Natal passado e que penso que a todos interessa, que é a paz mundial, ou seja, que as guerras acabem e que todos os homens se juntem para festejar esta quadra tão importante, em alegria.
O segundo desejo é bem especial e penso que até tu o tens também, visto que a tua barriga é moderadamente grande: poder comer as guloseimas todas que eu quiser sem engordar, nem ficar com os dentes a doer.
Por último, gostaria que todas as crianças tivessem uma família que as amasse e protegesse, para que no futuro se sentissem felizes e conseguissem fazer felizes também os seus descendentes.
Agora que já expus as minhas ambições, fico à espera, ansiosamente, que tu consigas satisfazê-las. A propósito, Feliz Natal!!!
Um abraço do teu amigo:

Miguel Ferrão, 7ºD.

Os Jovens são a esperança do futuro


Os Jovens são a esperança do futuro

Cada vez mais as nossas futuras gerações vêm a degradar-se e a cair em decadência, pensemos então…
É este o futuro que queremos para o nosso mundo?
Os jovens dos nossos dias serão os adultos do dia de amanhã, temos de ensiná-los a pescar por eles mesmos, ou nunca apanharão o seu próprio peixe. E morrerão famintos na primeira ocasião.
Vejamos os macacos, cuidam das suas crias, alimentam-nas, protegem-nas e dão-lhes amor; em geral, o que fazemos aos nossos filhos. Mas a dada altura eles mesmos ensinam as suas crias a “baloiçar” sozinhas nas líanas e a sobreviverem por si mesmas.
Seremos nós capazes de preparar a esperança do nosso futuro e não deixá-la seguir caminhos errados?
Como diz o ditado: Se vires alguém com fome podes dar-lhe um peixe e matar-lhe-ás a fome por um dia; poderás dar-lhe dois peixes e matar-lhe-ás a fome por dois dias; poderás dar-lhe uma carga inteira de peixe e durante um ano inteiro não sentirá fome. Mas se o ensinares a pescar desde o início, nunca mais te preocuparás com essa pessoa.

Susana Barradas
Nº24 11ºCT1

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O meu animal de estimação


"Tico:

— A água estará muito fria?"

por Miguel Ferrão

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"O Árabe dos novos tempos..."
por Susana Barradas
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" Por agora o espírito natalício encontra-se em repouso"

por José Chorão

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"Ternuras..."

por Vera Simões

GAZETA

Já saiu a Gazeta!

Não se vende, mas pode consultar-se.
É a nº 3 , série III e a 1ª deste ano lectivo. Lê , colabora.

Para isso basta clicar no lado superior esquerdo do nosso blogue.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Tesouro, Eça de Queirós

Não, não são cenas impróprias para uma escola...
Trata-se de mais uma leitura dramatizada, a conclusão de O Tesouro: o momento em que o mano Rui deitou tudo a perder. "Quem tudo quer tudo perde"...

"O tesouro ainda lá está, na mata de Roquelanes." Eça de Queirós



Rui, Guanes e Rostabal. Três irmãos famintos e sem carácter, algures no Reino das Astúrias.

Encontram na mata um tesouro e… três chaves.

O que acontece, tendo o ouvinte como pista alguns traços de carácter destes três irmãos?

O que aconteceu a Guanes já os ouvintes de 5 Dedos de Conversa, à volta da mesa, puderem ouvir e… "ver".

A leitura deste conto de Eça de Queirós, intitulado O Tesouro, ocorreu hoje, dia 10 de Dezembro e terá continuação na próxima 4ª, às 9.45.

Uma iniciativa 5 Dedos de Conversa, da Bibliofaria.

Lá vos esperamos e aqui esperamos os vossos comentários sobre aquilo que viram e ouviram!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O meu animal de estimação

E que tal um concurso via blogue com os vossos animais de estimação?

Basta enviares uma imagem do teu animal de estimação, acompanhado de uma legenda sugestiva (pode ser apenas uma frase ou um pequeno texto).

Envia a imagem e o texto em anexos separados para:

bibliofaria@gmail.com

A seguir, todos podem votar na postagem mais criativa ou interessante, bastando para isso enviar um comentário - dizendo “voto em ti” - para o trabalho que mais gostarem.

Este concurso dirige-se a toda a comunidade educativa (alunos, professores e funcionários), basta ter um animal de estimação!

O mais votado receberá um prémio!

Desde hoje até 18 de Dezembro (último dia de aulas deste período).

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

1º de Dezembro

E, se não tivesse havido o 1º de Dezembro de 1640? Estaríamos a falar castelhano ou a contestar o poder de Madrid, como fazem tantos catalães, bascos e galegos?

Neste dia, o rei de Portugal era o mesmo de Espanha. Em 1580, Filipe II de Espanha e primeiro de Portugal, tinha prometido conservar as leis, a língua e os costumes de Portugal. Mas, no século XVII, já estava em curso uma maior integração e um projecto de transformar o nosso país numa província. Em 1640, meses antes de Dezembro, tinha rebentado uma revolta em Barcelona, conhecida por ser a revolta de “Els Segadors” (à letra, os ceifeiros), descrita pelo português, mas em língua castelhana, D. Francisco Manuel de Mello, que ainda teve problemas por defender a nacionalidade portuguesa.

Com a revolta da Catalunha, os portugueses conseguiram consolidar a resistência, formar um exército, construir muralhas, visto que as forças espanholas estavam concentradas ali. Évora também sofreu com a ocupação pelo exército de D. João de Áustria.

Mas já em 1637 tinha havido uma revolta popular em Évora, que Severim de Faria tão bem descreve. Repare-se no que se passou, a partir da Praça Grande, hoje Praça do Giraldo:

Choveram no mesmo instante pedras nas janelas e casas do Corregedor, despedidas dos rapazes e pícaros da Praça, os quais, animados com a assistência do Povo, subiram acima e botaram na Praça, furiosa e confusamente, quanto acharam nas mesmas casas do Corregedor e, fazendo uma fogueira defronte delas, se pôs fogo a tudo.Escondeu-se o Corregedor em uns entre-solhos. E, sendo pouco depois achado pelos rapazes, passou aos telhados por uma fresta [...] se recolheu desairoso às casas do Cónego [...], que estão paredes meias com as suas. [...]Continuou a fúria do Povo amotinadamente pela Cidade e entrando em casa de Luís de Vila Lobos, logo na de Manuel de Macedo e de Agostinho de Moura, actuais vereadores, que já esta­vam escondidos, lançaram tudo o que havia nestas casas pelas janelas à rua, e grande parte se trouxe à fogueira que na Praça ardia. E ainda que estes vereadores não haviam entrado na nova diligência de inventariar as fazendas, tinham o ano passado dado consentimento a um novo tri­buto de um real por cada canada de vinho, e outro por cada arrátel de carne, que se vendessem pelo miúdo na Cidade, e porque logo então o Povo replicou, e não consentiu nestes novos reais, a que chamavam de água, executou agora nas casas dos ditos vereadores o ódio que desde aquele tempo havia concebido contra eles. E, querendo declarar mais como não consentira nunca aquele tributo do real de água, foi o mesmo Povo ao açougue e fez em rachas as balan­ças, porque as carnes se arrolavam para este tributo; e correndo às casas dos escrivães, trouxe a queimar na fogueira da Praça todos os livros e papéis que entendeu tocavam ao inventário das fazendas, ao tributo do real de água e também à quarta parte do Cabeção Geral, que o ano passado se havia imposto e em que o Povo do mesmo modo não consentia.Notou-se que em todos estes acontecimentos não houve ânimo nenhum de se furtar cousa alguma; tudo o que se achou nestas casas ou veio à fogueira da Praça ou saiu em pedaços pelas janelas, e tanto assim que até umas panelas de doces, que estavam em casa do Corregedor, vie­ram à mesma fogueira, sem haver quem lhes tocasse para outro efeito.Foi este dia de grandíssima confusão nesta Cidade, e quase do mesmo modo os três ou qua­tro que se lhe seguiram, porque esta parte vil do Povo, que foi só que se moveu, amotinada em vários troços, andava furiosa de dia e de noite, corria e apedrejava as casas daqueles que nas ocasiões dos tributos se haviam mostrado menos zelosos do bem comum, e, como as justiças não apareciam e os nobres recearam que, se resistissem a este ímpeto, o poderiam acrescentar, acu­mulando-se de novo nos pícaros e maganos, a outra parte melhor do Povo, que não estava declarada, era tudo horror tudo confusão: o Povo se apelidava o Povo se ouvia e, sem ordem nem concerto, o Povo dispunha e executava. [.1Seguiu quase todo o Alentejo e o Reino do Algarve, e ainda alguns lugares da Beira, o exem­plo de Évora, e sucessivamente se foram levantando com os tributos do real de água e quarta parte do cabeção; e dos lugares maiores só Elvas, Moura e Estremoz ficaram quietos, e os demais foram os movimentos da mesma qualidade que em Evora, mais ou menos segundo a oca­sião do ímpeto, prudência das justiças e resistências dos nobres, que em toda a parte se opuse­ram a estes motins. Lugares houve em que vieram a fogueiras públicas os cartórios civis e cri­mes dos escrivães, em que não havia nada que pertencesse nem a tributos nem a inventários das fazendas.

Manuel Severim de Faria,«Relação do que sucedeu em Portugal, e nas mais províncias do Ocidente desde 1637 até Março de l638», in Alterações de Évora, int. e notas de Joel Serrão, Portugália, Lisboa, 1967, pp. 137-142.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Um Problema Universal


Taran-Taran-Taran!- Uma mão saía debaixo dos lençóis emaranhados em direcção ao despertador. Encandeada com os pequenos feixes de luz que irradiavam pela janela, Sofia levantou-se e dirigiu-se, a custo, para a casa-de-banho. Preparou-se e desceu para tomar o pequeno almoço com os restantes familiares, que já se encontravam na cozinha.
-Bom dia! – Saudou, dando um pequeno beijo na bochecha dos seus pais.
-Bom dia, Sofia.
Sentando-se para tomar a sua refeição matinal, vai ouvindo o noticiário da manhã: (…) ora hoje o dia 16 de Novembro, dia Internacional para a Tolerância, tem sido bastante conturbado e “negro” para a Casa Branca. Visto que o presidente Barack Obama tem sido alvo de grande discriminação e agressão verbal por parte da população e mesmo dos políticos(…)”
-Que horror… - Comentou a mãe de Sofia – Não bastam os escândalos políticos e os media também ajudam à festa! Que intolerância.
Toc-Toc-Toc! – Soou a porta.
-São a Sara e a Teresa, tenho de ir andando para a escola, até logo.
-Ouviram as notícias de manhã? - Perguntou Sofia - Não há compreensão nem tolerância.
-Hoje, antes de irmos ter contigo, vimos um menino pequeno a levar pancada por causa da sua cor ser diferente.
-A intolerância é algo extremamente insensata contra a qual todos devíamos lutar. – Disse Teresa
-Concordo! Vamos fazer isso hoje na escola…- Concluiu Sara
As três amigas caminharam juntas discutindo a melhor forma de resolver o problema em mãos.


Susana Barradas
Nº24 11ºCT1

terça-feira, 25 de novembro de 2008

“ A animação Sociocultural dos nossos avós”


Alunos à porta da Sociedade Operária

Joaquim António D’ Aguiar




( Baile dos anos 60 na Sociedade Harmonia Eborense)



No âmbito da disciplina de Animação Sociocultural, do Curso Profissional de Animador Sociocultural, estamos a desenvolver um Projecto sobre a Animação Sociocultural dos nossos avós, sob a orientação do Senhor Professor António Cravo.
Até à presente data a nossa turma (1º ano ASC), já visitou três sociedades Recreativas da nossa cidade. A 1ª visita foi à Sociedade Harmonia Eborense. Nesta fomos recebidos pelo Sr. Nuno Belo que nos conduziu às instalações da Sociedade e nos explicou como esta funciona desde a sua fundação. O Sr. Nuno Belo também nos explicou como se processava a actividade social da Sociedade no tempo dos nossos avós, mostrou igualmente fotografias de bailes que se realizavam nessa época, na Sociedade, fotografias de Carnaval, e outras igualmente ilustrativas daquele tempo.
No dia 24 de Outubro, saímos para visitar a Sociedade União Eborense – “Bota Rasa”. Fomos recebidos pelo presidente da colectividade, Sr. António Luz que nos contou a história da Sociedade. Das suas palavras ficámos a perceber que esta Sociedade, ao longo da sua existência, desenvolveu actividades culturais muito interessantes, entre outras curiosidades contadas, o Senhor António Luz, disse-nos que a alcunha “Bota Rasa” pela qual muita gente identifica a Sociedade, deve-se ao facto de, no Século XIX, os grupos socioprofissionais mais numerosos que frequentaram a Sociedade, serem os proprietários lavradores e os Militares, que usavam botas de tacão raso, próprias para montar a cavalo.
No passado dia 31 voltámos a sair com o nosso professor para visitar a Sociedade Joaquim António D’Aguiar. Nesta Sociedade fomos recebidos pelo Sr. João Bilou, que nos explicou de forma muito clara toda a história da Sociedade, bem como era a Animação Sociocultural no tempo dos nossos avós nesta Sociedade.
Para concluirmos esta 1ª fase do Projecto – recolha de informação - estão planeadas mais duas saídas, uma à Sociedade Dramática Eborense e outra ao Inatel.

(Grupo de crianças dos anos 60 mascarados)

As alunas:

Ana Marcão Nº2

Vanessa Lopes Nº20

CSI- Calhamaços sob Investigação

CSI é um enigma literário. Tem por objectivo descobrires o livro e o seu autor.

Para isso, dar-te-emos pistas sobre o Calhamaço, o autor....

(A base de dados, as estantes da Biblioteca e a net poderão também ser uma ajuda...)

E no fim, podes habilitar-te a um prémio CSI.




Muito, muito importante:

Quando descobrires o livro e o autor, escreve a resposta numa folha e coloca-a na Biblioteca, na caixa CSI, até 15 de Janeiro de 2009.

Não te esqueças de te identificar (nome, nº e turma) e de colocar a data de entrega.

O primeiro a entregar a resposta certa ganha um prémio!


Sobre o autor:

O segundo nome deste conceituado autor é IGNATIUS.

Nasceu em 1859 e morreu em 1930.

Ficou conhecido sobretudo pelos seus romances mas também escreveu contos, ensaios, panfletos, poemas, peças de teatro...

Uma das suas personagens atingiu tanta celebridade que, além de ganhar vida no cinema, deu origem a protestos e manifestações de rua após o autor a ter morto. Resultado: o escritor teve de ‘ressuscitar’ a personagem.

Esta personalidade, além da actividade literária, distinguiu-se na sociedade, tendo sido nomeado cavaleiro, devido à sua participação na Guerra Bóer como cirurgião.


Sobre a obra:

Tudo está ligado a um solar amaldiçoado.

Além do solar, há também um animal que dizem que é do Diabo e que o fogo lhe sai dos olhos e da boca.

Mais: todos os que passeiam perto daquela casa são mortos.

Hugo, Henry, Charles são alguns dos nomes das personagens intervenientes.

Há ainda raparigas raptadas, bilhetes amaldiçoados, uma bota desaparecida e estranhos choros durante a noite...

Peditório para assinalar o dia Mundial da SIDA integrado nas actividades do GPS


No âmbito do Dia Mundial da Luta Contra a SIDA, vai realizar-se na Escola Secundária Severim de Faria, um peditório nos dias 2 e 3 de Dezembro de 2008 que reverterá a favor da ABRAÇO- Associação de Apoio a Pessoas com VIH/SIDA. Este peditório será efectuado, pelos alunos do Curso Tecnológico de Acção Social em colaboração com o Gabinete de Educação para a Saúde (GPS), durante os intervalos em determinados locais da escola.

Adília Condeço (coordenadora do Projecto de Educação para a Saúde)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Elaboração de um final diferente para a obra O Meu Primeiro D. Quixote.




Após a leitura da obra O Meu Primeiro D. Quixote, de Miguel de Cervantes, traduzido por Alice Vieira, ocorreu-me a ideia de elaborar um final diferente para a mesma. Ei-lo:

“O repto obrigava o vencido a abandonar a vida de cavaleiro andante.”…
A luta estava renhida, mas era o tal cavaleiro da Branca Lua que estava a dominar.
Quando este estava prestes a ganhar, D. Quixote bateu, com a sua lança, a toda a velocidade, contra o corpo do cavaleiro da Branca Lua, e este caiu por terra.
Então, D. Quixote continuou as suas aventuras, até que encontrou o malvado bruxo, que tinha lançado o feitiço à pobre Dulcineia. Assim, iniciaram uma terrível luta. No meio de tantos feitiços e golpes certeiros, D. Quixote, com a sua espada, atingiu o braço do bruxo, que ficou a sangrar.
Sem mais nenhuma solução, o bruxo, não teve outro remédio senão entregar a poção para transformar Dulcineia em princesa.
Quando D. Quixote e seu amo chegaram junto das três camponesas, D. Quixote deu a poção para Dulcineia tomar, e, quando a tomou, transformou-se na mais bela das princesas. Como sobrou um pouco, outra camponesa tomou-o e também se transformou numa linda princesa. Os dois apaixonaram-se pelas suas princesas, tal como as princesas se apaixonaram por eles.
E, com a magia do amor no ar, a última camponesa transformou-se num palácio para os apaixonados viverem.

Miguel Ferrão 7ºD

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Escritas solitárias

Há por aí muito mais gente a escrever do que se pensa. Há alunos e antigos alunos, que continuam a fazer parte da casa, e que escrevem em papel, em blogues. Há histórias, reflexões, imagens originais que vale a pena serem conhecidas. Há quem leia o que outros escrevem e não são assim tão poucos.
Escrevam para este blogue. Temos coisas a dizer uns aos outros.

Odisseia, de Homero


Terminou hoje a narração, com bonecos "animados", de um excerto da Odisseia. Os heróis (Polifemo = transformer) versus Ulisses (=Robin dos Bosque da Playmobil). Vencedor: obviamente Ulisses!
O que gostaram mais os ouvintes? De que momento da história? Dos heróis ? Da leitura? Das palavras? Do estilo de escrita?
Ficam aqui as perguntas à espera de respostas...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Todos nós temos os nossos pequenos tesouros... Remexendo nas minhas pastas fui encontrar os
OS DIREITOS INALIENÁVEIS DO LEITOR

1.- O direito de não ler.
2- O direito de saltar páginas.
3- O direito de não acabar um livro.
4- O direito de reler.
5- O direito de reler não importa o quê.
6- O direito de amar os heróis dos romances.
7- O direito de ler não importa onde.
8- O direito de saltar de livro em livro.
9- O direito de ler em voz alta.
10- O direito de não falar do que se leu.PENNAC, D. (2002).

Como um Romance. Porto: Edições Asa

Henriqueta

A turma


Vem este texto a propósito de um filme que vi há pouco tempo: "A turma" de Laurent Cantet, vencedor da Palma de Ouro do último Festival de Cinema de Cannes. Se isso já é justificação óbvia para nos convencer, o argumento não o é menos.
É-nos apresentada uma turma francesa de 9º ano, cujos alunos têm origens étnicas diferentes. Tudo se passa dentro da escola, dentro da sala de aula, onde surgem problemas, conversas,aquilo que todos nós conhecemos e que, por vezes, pensamos que é só nosso. Desenganem-se! Entre a escola francesa e a portuguesa não há assim tantas diferenças!
Deixo algumas palavras do realizador e um conselho: não percam! "Este filme não é um documentário, não procurei dar uma imagem global da Escola, mas contar o que se passa nesta turma entre este professor e estes 25 alunos. Quis também escolher os momentos em que há tensão, diálogo" E mais não digo! Melhor mesmo, é ver!

Margarida Varela

domingo, 16 de novembro de 2008

A Tolerância?

A Tolerância?

A Tolerância pode-se usar como prudência;
Para evitar conflitos,
Por vezes, entre pobres e ricos.
Também há o indiferentismo,
Na cultura e no racismo.
Às vezes é porque ninguém dá o braço a torcer,
E é aí que a Tolerância e o indiferentismo voltam a aparecer.

Cada um tem a sua opinião,
Todos têm o direito de errar e dizer não,
Por vezes, um acha que a sua opinião é a verdadeira,
Mas de qualquer maneira
Não pode dizer que a do outro é mentira,
Mas o orgulho ninguém lhes tira,
Mas como não temos fundamentos para demonstrar isso,
Temos que aceitar a opinião um do outro e fazer o que é preciso.

A Tolerância como culto de diferenças, é respeitar a decisão
E também a sua opinião,
Mesmo que seja judeu ou cristão.

Alguns são discriminados por serem homossexuais,
Mas quando nascemos somos todos iguais;
Todos têm o direito de escolher
E ninguém tem que responder.

Temos que ser respeitados e saber respeitar,
Este é o provérbio que ninguém sabe utilizar.




Nicoleta Bianchi
11º AS nº22

sábado, 15 de novembro de 2008

Os limites da tolerância

Os limites da tolerância

Imaginemos um sujeito. De cor negra, de preferência, ou, como algumas pessoas ainda insistem, preto. Um imigrante, de origem africana, ainda com as suas dificuldades na língua portuguesa. O nome não importa, importa sim visualizar a pessoa.
É uma pessoa tal como todas as outras pessoas, um ser humano, com um coração, um corpo e uma mente consciente incluída no pacote. No entanto, parece haver ainda quem não o veja como tal. Quem se comporte como se, mesmo que humanos, fossem de qualidade inferior, como quem compara um perfume barato a um Chanel.
Porém, imaginemos agora que esse mesmo indivíduo se revela portador de uma cultura que lhe permite, por exemplo, poligamia. E mesmo que a lei do país não permita, ele continua a ter mais do que uma mulher, apenas porque “é a cultura dele”.
É preciso tolerância, certo. É preciso haver solidariedade com todos, é mais do que necessário que ambos os lados da discriminação sejam alterados (porque do outro lado também há). Só não se podem tolerar todos os excessos e libertinagens de todos. Há que ter conta, peso e medida, evitar que os direitos de alguns atropelem outros.


Carla Lourenço
Nº5 11ºCT1


Locke, John (1632-1704)A second letter concerning toleration : licensed, June 24. 1690.London : Printed for A. and J. Churchill, 1690.


Voltaire - Traité sur la tolérance (1763).

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Dia Internacional da Tolerância

Dia Internacional para a Tolerância
16 de Novembro


No próximo dia 16 de Novembro de 2008, irá celebrar-se o Dia Internacional para a Tolerância. A tolerância… estamos constantemente a ouvir falar dela, mas nunca parámos um pouco para pensar o que afinal significa esta palavra com uma imagem acústica que nos enche os ouvidos. Estou sempre a ouvir “olha tu não sejas intolerante comigo que eu não sou os teus amigos”, protesta a minha avó, ou então “olha que eu não tolero faltas de respeito”, reclama a minha mãe.
No nosso quotidiano deparamo-nos com casos de tolerância que ocorrem à nossa volta, mas que nem damos por eles; quantas vezes não vimos já nas ruas ou na televisão casos de pessoas pobres que precisam de alguém que os auxilie e os proteja, principalmente nas épocas de maior frio em que a fragilidade é ainda superior.
A tolerância, tal como tudo, tem o reverso da medalha, o seja, também devemos ser intolerantes em situações como a agressão, por exemplo, pois nada se resolve com agressões nem conflitos.
É por tudo isto que neste dia que se avizinha todos devemos ser tolerantes para com os que nos rodeiam.




Ana SoutoNº. 2 11º CT1

LIBERDADE É DIZER SIM À TOLERÂNCIA!

LIBERDADE É DIZER SIM À TOLERÂNCIA!

É certo que as pessoas não o entendem, mas ninguém é escravo de ninguém, e todos merecemos liberdade. Todos temos o direito a respirar, a falar; todos temos o direito a ser livres.
Somos todos diferentes, mas ao mesmo tempo todos iguais, pois não importa a raça, a religião, porque assim seremos felizes.
É preciso haver confiança, amor, amizade, compaixão, é preciso haver união no mundo inteiro.
É preciso dizer SIM à tolerância!
Viva o dia 16 de Novembro, viva o Dia Mundial da Tolerância.

Margarida Aleixo de Oliveira, 11º AS

16 DE NOVEMBRO: DIA INTERNACIONAL PARA A TOLERÂNCIA


16 DE NOVEMBRO: DIA INTERNACIONAL PARA A TOLERÂNCIA


A propósito do Dia Internacional para a Tolerância, resolvi contar uma história verídica.
No ano lectivo de 2001/02, o Governo Português ofereceu uma bolsa de estudo para estudantes timorenses virem para a Universidade, em Portugal.
Só que primeiro tinham que fazer um ano de preparação com um curso intensivo de Língua Portuguesa, entre outras áreas. Veio um grupo para Évora, estudar na nossa Escola, e a minha mãe foi professora deles.
Como não tinham cá família, afeiçoaram-se bastante aos professores. Eram muito simples e respeitadores. Uns eram mais trabalhadores, outros menos. Alguns não resistiram às saudades do seu país e desistiram.
Dos que ficaram, um tornou-se mais ligado a nós: o António Boquifai. De vez em quando, ia almoçar a nossa casa, íamos à missa juntos…
Entretanto, ele foi tirar o Curso de Enfermagem para Beja, na Escola Superior de Educação. Antes de partir de Évora, ele e outros colegas, fizeram uma festa para os professores, com música tradicional de Timor. Também nos ofereceu um cachecol típico de lá.
A partir daí, estivemos sempre em contacto, por E-Mail. Quando se sentia mais sozinho, dávamos-lhe sempre uma palavra de conforto. Sentíamo-nos «responsáveis» por ele, como no livro O Principezinho.
Num ano, ele conseguiu juntar dinheiro e foi passar o Natal a Timor. Então, eu fiz uma recolha nos meus brinquedos e livros para ele levar para os irmãos mais pequenos.
Acabou o Curso há pouco tempo, com grande esforço. Agora, regressou, para ajudar a reconstruir o seu país.
Até sempre, António Boquifai!

Miguel Ferrão 7ºD

Dia Internacional da Tolerância



16 de Novembro:
Dia Internacional para a Tolerância

Alguns testemunhos dos alunos do 11º ano, a partir de uma proposta das professoras de Português:
- Ana Paula Ferrão,
- Cidália Gil,
- Francisca Ramalho,
- Paula Carvalho e
- Paula Vidigal.
No Departamento de Línguas Novilatinas e Clássicas, decidimos, este ano, celebrar as efemérides que, de algum modo, contribuem para uma reflexão de âmbito cultural, despertando os alunos para variadíssimas temáticas que com esta se prendem.
Assim, coube aos alunos do 11º ano a elaboração de textos orientados, tendo como fonte de inspiração o Dia Internacional para a Tolerância, que se comemora a 16 de Novembro.
Valores como a solidariedade, a entreajuda, a amizade, o repúdio pela discriminação nas suas múltiplas formas, foram abordados ao sabor das sensibilidades e da inspiração…
Eis alguns testemunhos.
Merece a pena uma leitura atenta.

Professora Paula Ferrão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ulisses contra Polifemo


Se ontem se contou a lenda de S.Martinho, hoje, nos 5 Dedos de Conversa, foi a vez da Odisseia, de Homero. O herói foi Ulisses que se livrou, astutamente, do ciclope Polifemo.
Quem lá esteve pode deixar aqui os seus comentários!

Boa Viagem, Teresa!

Ontem foi dia de S.Martinho. Comemorá-mo-lo na Biblioteca, recontando a lenda. Esperamos aqui os jovens repórteres da Severim que divulgarão , em breve, a actividade.
Antes disso queremos saudar e desejar boa sorte à Teresa Canelas (7º B) que deixou Évora e neste momento vai a caminho dos USA.
Good Luck in California!!!!!!!!!

(Será que nos USA também se conta a lenda do S.Martinho?)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Daniel Sampaio em Évora

imagens em http://danielsampaio.no.sapo.pt/livros.html

Da Biblioteca Pública de Évora recebemos a seguinte mensagem:


Daniel Sampaio volta à BPE, desta vez para apresentar a sua nova obra, "A razão dos avós", um livro que coloca uma série de questões relacionadas com a família, que não podem ser ignoradas nos tempos que correm.

É no próximo dia 20 de Novembro, quinta-feira, pelas 21.00 horas que Daniel Sampaio vai estar em Évora para falar acerca do seu mais recente livro. Debruçando-se sobre a diversidade actual dos modelos familiares, o reputado psiquiatra e escritor questiona se fará sentido continuar a falar da importância da família e, entre outras interrogações, discorre acerca de qual o papel dos avós: transmissores de afectos sem regras ou, pelo contrário, a garantia de continuidade da família? Como se pode educar nos tempos de hoje, em que alguns reclamam mais autoridade e outros parece recearem a palavra?

Daniel Sampaio esteve há bem pouco tempo em Évora, a convite da Biblioteca Pública, a propósito da actividade de divulgação científica Leituras das Ciências, Artes e Sociedade, onde deixou recomendações de leituras relacionadas com a sua área profissional (que podem ser consultadas em http://www.evora.net/BPE/Actividades/Leituras/Guias/Guia%20_leitura[DS].pdf ).

A apresentação está a cargo de Luísa Grácio, docente do Departamento de Psicologia da Universidade de Évora.

Daniel Sampaio nasceu em Lisboa em 1946 e tem-se dedicado ao estudo dos problemas dos jovens e das suas famílias, através de trabalhos de Investigação na área da Psiquiatria e da Adolescência. Conta já com uma considerável obra editada, tendo escrito livros como "Vagabundos de nós" e "Invente-se novos pais".

A sessão é de entrada livre, embora esteja sujeita a marcação. Para reservar o seu lugar basta inscrever-se on-line no sítio da BPE.

Para a Minha Irmã


Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722623704
Ano de Edição/ Reimpressão: 2006
N.º de Páginas: 408
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 16 x 24 x 3 cm


Sinopse

Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica - ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo. Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento. Em Para a Minha Irmã muitas questões complexas são levantadas: Anna tem obrigação de arriscar a própria vida para salvar a irmã? Os pais têm o direito de tomar decisões quanto ao papel de dadora de Anna? Conseguimos distinguir a ténue fronteira entre o que é legal e o que é ético nesta situação? A narrativa muda de personagem para personagem de modo que o leitor pode escutar as vozes dos diferentes membros da família, assim como do advogado e da tutora ad litem, destacada pelo tribunal para representar Anna.

A Minha Leitura "Para a Minha Irmã"

Acabei de ler o livro "Para a Minha Irmã" de Jodi Picoult, digo-vos sinceramente que foi umas das obras que li que mais me tocou.
A temática deste livro centra-se na procriação assistida, com o recurso à biotecnologia, para gerar um bebé (a Anna) 100% compatível com a irmã Kate, que sofria de uma leucemia muito agressiva, para a poder salvar.
Então a Anna foi sempre considerada como sendo um «banco» de sangue, plaquetas, medula óssea etc.
Durante a sua vida foi picada, espremida, sugada, sem que nunca tivessem em conta que também ela sofria, que era uma pessoa com direitos e vontades, que deviam ser respeitados, e que precisava ser amada, acarinhada como criança que era.
Quem é mãe ou pai tente colocar-se na pele desta família, que sofre ao ver a filha definhar-se a cada dia que passa e a morte à espreita, o filho Jesse não passa de um jovem rebelde e inconsequente, e a Anna a lutar na justiça pela sua liberdade, e quando esperamos um desfecho inevitável, levamos como que um soco no estômago e pensamos.
- Para que nasceu a Anna?
- Será que valeu a pena?
Este livro existe na Biblioteca da nossa Escola Secundária Severim de Faria, pode ser requisitado, eu recomendo a sua leitura, depois deixem aqui a vossa opinião sobre ele.

Maria da Conceição Saraiva Roxo Orvalho