Slider

  • Biblioteca Escolar Severim de Faria

    Descrição1
  • Biblioteca Escolar Severim de Fariao

    Descrição2
  • Biblioteca Escolar Severim de Faria

    Descrição3
  • Biblioteca Escolar Severim de Faria

    Descrição4
  • Biblioteca Escolar Severim de Faria

    Descrição5

Link back

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!

domingo, 15 de março de 2009


Sempre gostei de fotografar paisagens e não pessoas. Porquê? Talvez porque com um simples olhar podemos descobrir inúmeras particularidades, e porque nos podemos identificar com essa paisagem. Ao contrário das pessoas, as paisagens não dizem mentiras, não nos fazem sofrer, às vezes até parece gostar tanto de nós que ficam a tentar esconder-nos algo para nós descobrirmos, como se se tratasse de uma “caça ao tesouro”.
Das paisagens que admirei, apenas me identifiquei com duas: uma paisagem do campo e outra paisagem que era um pôr-do-sol na praia.
A primeira paisagem (a do campo) foi a mais importante pois vivi-a com os meus amigos, numa tarde que de tão boa que era, pareci ser infinita. Acordámos cedo, e fomos passar o dia inteiro no campo. Depois do almoço, fomos todos andar de bicicleta e parei quando vi uma flor que parecia ser muito formosa, mas que tinha algo que me cativou, a sua simplicidade, então colhi-a pela raiz e plantei-a de novo onde estávamos. No fim da tarde, ficámos todos a contemplar por mais do que uma hora aquela paisagem, que de tão bonita que era parecia querer vir até nós, e brincar connosco, ou chegar-se mais perto para ouvir o que nós segredávamos.
A segunda paisagem (a do pôr-do-sol na praia), foi algo alegre, mas melancólico, como se já a tivesse observado, noutra ocasião, mas tinha a certeza que era a primeira vez que a estava a observar. Foi à tardinha, quando ia a passear com os meus pais no calçadão, e de repente quando nos sentámos para descansar e escolher um lugar onde ir jantar, vi aquela paisagem, linda. O céu estava rosa, avermelhado e lilás, com um sol muito grande, quase escondido atrás de uma rocha, e a água do mar tinha a mesma cor que o céu. Parecia algo mágico, e único, mas o que me surpreendeu foi trazer-me à cabeça pensamentos alegres, e em seguida pensamentos tristes, mas não ser a razão.
Estas foram e sempre serão as minhas paisagens, que me tocaram de forma estranha.

Helena Garcia
10ºCT2 Nº10

Visita à Regaleira


Visita à Regaleira

Por detrás de tão belas paisagens, o sol vai nascendo timidamente, a leste da Fonte da Abundância. Pela calada da manhã tudo se ilumina. Desde as mais altas torres da quinta, entre os magníficos jardins, às mais detalhadas estátuas de deuses. Também o guardião da família se ergue por entre as sombras das trevas, derrotadas por aquela altura. O palácio agora meio iluminado pelos fracos raios de sol… É esta a visão diária de quem visita a Regaleira, um dos mais belos locais construídos ao longo de Portugal.
Sintra por si é um vasto património, foi nela que Eça de Queirós montou o seu cenário para Os Maias, e Fernando Pessoa se inspirou para alguns dos seus poemas em A Mensagem, assim como outros escritores lusófonos. Mas perto da Quinta do Relógio, do seu lado oposto, encontramos o céu na Terra, um local que nos encanta e nos convida e um mundo de fantasia, tirado de um filme.
A Quinta da Regaleira é sem dúvida alguma, um local de reflexão e interacção com o ambiente. António Augusto Carvalho de Monteiro projectou nela todos os seus sonhos, gostos, e experiências de outras culturas, que conheceu durante as suas viagens.
Toda a Quinta foi construída pelo arquitecto-cenógrafo italiano, Luigi Manini.
“Apressa-te lentamente…” esta foi uma das inscrições que mais me tocou em toda a vista, contida no palácio, capela e construções antropológicas ao longo dos jardins.
No portal dos guardiães temos uma vista do pensamento mitológico juntamente com as crenças do próprio Carvalho Monteiro.
Toda a construção tem indícios de maçonaria e símbolos templários, a cruz templária no fundo do poço iniciático e a cruz da Ordem de Cristo no pavimento da Capela, testemunham, precisamente a influência do templarismo em Carvalho Monteiro.
O famoso Poço iniciático, que de quinze em quinze degraus faz com que se desçam nove patamares desta imensa galeria subterrânea, construída em espiral, leva-nos a uma ligação de magníficas grutas cruzadas. Ao fundo da sua escuridão podemos encontrar um magnífico lago com uma passagem de pedras polidas e uma pequena ponte de madeira que passa por cima do respectivo lago.
O deslumbrante palácio ergue-se no horizonte, a antiga casa da família Carvalho Monteiro é uma magnífica obra, assim como toda a Quinta.
Ao entrarmos, uma sala espaçosa, a que Carvalho Monteiro deu o nome de Sala da Renascença, e era a antiga sala de estar da família, cuja decoração recupera referências do renascimento italiano e a sua iconografia celebra a união entre Carvalho Monteiro e a sua esposa, Perpétua Augusta. Avançamos e encontramos o Hall de entrada, um estreito corredor, onde outrora figurava a imponente escadaria em madeira, que dava acesso aos pisos superiores. Este hall dá-nos acesso à chamada sala de caça, uma sala de jantar dominada pela monumental lareira rematada pela escultura de Monteiro. Neste fogão de sala, sobressai o tema da caça, de excepcional execução em cantaria, faz transparecer o ciclo da vida, desde o mosaico às mísulas da abóbada.
Uma das muitas salas também existentes no primeiro piso é a sala dos reis. Antiga sala de bilhar, nela estão representados 20 reis e 4 rainhas da monarquia portuguesa e os escudos da cidade de Braga, Porto, Coimbra e Lisboa. Sobre a lareira encontrava-se o brasão de Carvalho Monteiro, onde hoje figura o brasão de Sintra.
Os pisos subterrâneos(-1 e -2) estavam destinados aos serviços, como cozinha, despensa e copa, engomadoria, camaratas e refeitório.
No primeiro piso encontravam-se os quartos e espaços reservados à família, como as salas de estudo e dos brinquedos e a sala Lusíada, o espaço de estar integrado nos aposentos privados do casal.
Ao subirmos um piso, conseguimos ver com destaque a volumetria da sala octogonal que sugere a Charola do Convento de Cristo em Tomar. Para além desta sala e do escritório, o segundo piso destinava-se a alguns quartos e a arrumos.
Por sua vez o piso 3 era uma pequena torre neomedieval no ângulo Norte que incluía espaços reservados ao proprietário, como o escritório, com ligação directa ao seu laboratório e aos terraços.
No cimo desta esplendorosa obra prima podemos ver uma torrinha que desfruta de uma panorâmica surpreendente sobre a serra e o oceano, o miradouro é rematado com uma esfera armilar e um catavento com a cruz da Ordem de Cristo.
Por entre tantas maravilhas contidas na Regaleira, passando pela pequena, mas encantadora Capela, pela Gruta de Leda e pelos seus majestosos jardins, que fazem desta Quinta, o paraíso artístico e espiritual em Portugal.



Susana Barradas
11ºCT1

A DÉCADA DE 1930: O MITO DO ETERNO RETORNO?

A DÉCADA DE 1930: O MITO DO ETERNO RETORNO?

«Esta tendência imperiosa de fazer mal pelo próprio mal não
admite análise, nem solução com elementos posteriores. É um
impulso radical, primitivo, elementar.»
Edgar Allan Poe, The imp of the perverse

O ano de 1930 marcou o início de uma década, considerada das mais complexas e sangrentas da História Mundial. Caracterizou-se por inúmeros conflitos políticos e crises económicas que culminariam na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e no Holocausto.
Tudo se iniciou em Outubro de 1929, quando as cotações da Bolsa de Nova Iorque caíram em flecha, influenciando toda a economia europeia. O crash de Wall Street influenciou sobretudo a Alemanha, que em 1932 tinha seis milhões de pessoas no desemprego. Aproveitando-se da crise económica e das fragilidades daí decorrentes, Hitler e o partido nacional-socialista, assumiram o poder.
Esta conjuntura político-social de crise favorecia a eclosão de movimentos totalitários anti-democráticos ou ditaduras.
Na Europa surgiram vários ditadores: Salazar em Portugal, Franco em Espanha, Mussolini na Itália, Hitler na Alemanha e Estaline na antiga União Soviética.
Em Portugal, nesta década, verificou-se uma taxa de suicídio mais elevada do que nas posteriores, como se pode comprovar pelas estatísticas do INE,[1] de 1930 a 1983.
1930 - 10,2 1956 - 10,1%
1934 - 12,2 1960 - 8,6%
1937 - 10,6 1967 - 9,9%
1939 - 12,8 1970 - 8%
1943 - 8,9 1979 - 9,6%
1947 - 10,6 1980 - 7,4%
1955 - 9,2 1983 - 9,7%
Em 1930, como podemos verificar, a percentagem de suicídios foi de 10,2%. Florbela Espanca (1894-1930), e Francisco Stromp (1892-1930) foram duas das personalidades portuguesas que entraram nesta estatística.
No ano de 1939, data de início da Segunda Guerra Mundial, registava-se a taxa de suicídios mais elevada.
Iniciou-se, a 21 de Janeiro de 1930, em Portugal, o 101º Governo interino, do General Domingos de Oliveira, que durou 896 dias, tendo, como ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar.
Em 30 de Julho, foi criada a União Nacional; Salazar, como ministro, fez um discurso intitulado Princípios Fundamentais da Revolução Política; nele criticou “as desordens cada vez mais graves do individualismo, do socialismo e do parlamentarismo, laivados de actuações internacionalistas.”[2]
Fernando Pessoa criticou este “relatório falado, ou bois depois do carro, um apanhado, aliás muito lúcido e lógico, de princípios políticos já conhecidos” e observou que “ao público, ou a qualquer pessoa que pareça público não se pode dizer, embora melhor, senão o que ela já sabe (…).[3] Defensor da Maçonaria, Pessoa votava uma forte oposição a Salazar.
Verificámos, sem muita surpresa, que o discurso salazarista, se assemelhava ao de Hitler, proferido em 1928, do qual apresentamos alguns excertos: “ (…) o nosso povo deve ser liberto do internacionalismo sem esperança e sem ordem, e formado deliberadamente e sistematicamente por um nacionalismo fanático. (…) arrancaremos o nosso povo ao absurdo do parlamentarismo, ensinando-o a combater a loucura da democracia e a reconhecer a necessidade da autoridade e do comando.”[4]
Não foi por acaso que Freud escreveu “O mal-estar da civilização”, em 1930, ano em que Hitler assumiu o comando das Forças Armadas alemãs.
Como se pode concluir, a década de 30 caracterizou-se pela hegemonia dos génios da perversidade, que contribuíram, de forma insana, para o aparecimento de ditadores, e, sobretudo, de muitas vítimas da sua megalomania.
C. M. Gil
[1] Instituto Nacional de Estatística. Acedido em 10 de Julho de 2008, em http://www.ine.pt
[2] In Anuário 1930, acedido em 10 de Julho de 2008, em maltez.info/respublica/portugalpolitico/acontecimentos/1930.htm
[3] Idem
[4] In Frédéric Delouche, História da Europa, Coimbra, Editorial Minerva, 1992 apud Walther Hofer (obra colectiva) Der Nationalsozialismus, Dokumente 1933-1945, Frankfurt

sexta-feira, 13 de março de 2009

Portugal


Portugal


Porquê viajar para fora de Portugal
Quando temos Paisagens invejáveis
Quando temos História mirabolantes
Quando temos Refeições maravilhosas
E heróis cheios de bravura?

Portugal é o país:
Dos Perfumados
Dos Orgulhosos
Dos Realistas
Dos Tolerantes
Dos Úteis
Dos Grandiosos
Dos Aventurados
Dos Leais



Joana, 10ºCT2

quinta-feira, 12 de março de 2009

FERNANDO PESSOA “POLICIÁRIO” - UM ENIGMA POR DECIFRAR




Procurei sempre ser espectador da vida, sem me misturar nela. Tenho na vida o interesse de um decifrador de charadas. Passo, decifro e passo adiante. Não emprego nenhum sentimento.1
Fernando Pessoa

Falar sobre Fernando Pessoa é evocar toda uma multiplicidade de rostos que se desdobram em várias máscaras. Uma das menos conhecidas é a policiária. Trata-se de uma paixão antiga, contrariada pelos anos e pelas tendências literárias.
A génese dessa paixão deu-se quando o poeta tinha vinte e dois anos, em 1910, e foi intensificada em 1930, ano em que “faz nascer” ou “renascer” o detective “decifrador”, dr. Abílio Fernandes Quaresma.
Pessoa, através da escrita das suas novelas policiárias, servindo-se de proto-heterónimos como Pero Botelho, H. J. Faber e Charles Robert Anon, fez uma homenagem póstuma a um “génio da dedução”. O dr. Quaresma era um médico sem clínica, solteiro, de estatura média, ligeiramente calvo, com uma testa alta, bigode e barba pouco tratados, de um castanho agrisalhado, como o cabelo. Vivia em Lisboa, num terceiro andar da Rua dos Fanqueiros, num quarto pequeno e desarrumado. Apelidava-se de Decifrador, ajudando a polícia a resolver casos, ditos irresolúveis. O seu segredo era a “arte de raciocinar”. Utilizando o método hipotético-dedutivo e aplicando a análise psicológica à alma do criminoso, fazia a tipologia do crime e do seu autor. Associava assim a criminologia à psicologia patológica.


Fernando Pessoa ambicionava publicar as suas novelas policiárias, até antes da obra Mensagem, como afirmaria numa carta a Adolfo Casais Monteiro, datada de 13 de Janeiro de 1935 :
Quando às vezes pensava na ordem de uma futura publicação de obras minhas, nunca um livro do género de Mensagem figurava em número um. Hesitava entre se deveria começar por um livro de versos grande (…) englobando as várias subpersonalidades de Fernando Pessoa ele -mesmo ou se deveria abrir com uma novela policiária, que ainda não consegui completar.2


Fernando Pessoa, ao falecer, em 30 de Novembro de1935, deixaria inacabadas as novelas que tanto ambicionava ter publicado em vida. Aproxima-se a realidade da ficção : assim como os casos do detective Quaresma irão ser recordados e elogiados a título póstumo, também o serão as suas novelas.
Passados cento e vinte anos do seu nascimento, comemorados a 13 de Junho de 2008, cumpriu-se o sonho do poeta, ou parte dele. Acaba de ser revelado, com contornos mais definidos, o retrato de Pessoa policiário.
A publicação de Quaresma, Decifrador. As Novelas Policiárias, obra editada por Ana Maria Freitas na Assírio e Alvim, constitui uma homenagem póstuma, feita, desta vez, ao génio policiário de Pessoa.
E, como diria o dr. Quaresma, contrariando a máxima judicial: “Contra argumentos não há factos.”


Cidália Gil
Fevereiro de 2009

1In Fernando Pessoa, Escritos autobiográficos, automáticos e de reflexão pessoal, ed. Richard Zenith, Lisboa, Assírio e Alvim, 2003, p.145
2 In Fernando Pessoa, Correspondência (1923-1935), ed. Manuela Parreira da Silva, Lisboa, Assírio e Alvim, 1999, p.338

Semana das saladas


Está a decorrer, na nossa escola, a semana das saladas. Para melhor saborear, incluímos a receita proposta por Miguel Ferrão (7º D):

Salada de tomate com ovos


Ingredientes:
─ 4 batatas médias (que não se desfaçam ao cozer).
─ 4 ovos.
─ 2 tomates para salada, grandes e carnudos.
─ 1 cebola grande.
─ 1 molho de beldroegas.
─ 12 azeitonas pretas para enfeitar.
─ 2 colheres de vinagre de ervas.
─ Pimenta preta acabada de moer.
─ 1/2 colherzinha de sal.
─ 2 colheres de óleo.
─ 2 colheres de cebolinho picado.



Modo de preparar:
1 – Lave as batatas sob água corrente, ponha-as numa caçarola, cubra--as de água e leve à ebulição. Quando a água ferver, baixe o lume, tape e deixe cozer durante 25 minutos.
2 – Com uma agulha, fure os ovos na extremidade redonda. Ponha a ferver meio litro de água, introduza os ovos na água a ferver com o auxílio de uma colher, baixe o lume e deixe-os a cozer durante 12 minutos até endurecerem.
3 – Lave e seque os tomates, corte-os às rodelas finas, eliminando a parte verde.
4 – Descasque a cebola e corte-a em anéis o mais fino possível. Lave as beldroegas, seque-as e corte-lhes os talos.
5 – Escorra as batatas já cozidas, refresque-as sob jorro de água fria e deixe-as arrefecer.
6 – Escorra os ovos, refresque-os em água fria e deixe arrefecer.
7 – Descasque as batatas com cuidado e corte-as às rodelas não muito grossas. Faça o mesmo com os ovos cozidos.
8 – Reparta as rodelas de batata, ovo e tomate alternando-as em forma de leque, numa travessa suficientemente grande. Espalhe por cima os anéis da cebola, as beldroegas e as azeitonas.
9 – Bata o vinagre com o sal e a pimenta, junte o óleo e o cebolinho picado e deite sobre a salada.
Tempo de preparação: 1 hora.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Livros


Título da Obra: Queimada Viva

Autora: Souad

Editora: Círculo de Leitores

Souad era uma rapariga que vivia numa pequena aldeia da Cisjordânia e era tratada como uma escrava pelos pais.

Ao apaixonar-se tudo mudou, pois com medo de perder o homem que amava Souad fica grávida pensando que era aquele o homem dos seus sonhos, já que toda a vida tinha sonhado em casar. O seu futuro ficou traçado após os seus pais terem descoberto a gravidez, algo intolerável antes do casamento. É então condenada a uma sentença de morte “encomendada” a Hussein, o seu cunhado, a quem cabe regá-la e puxar-lhe fogo de forma a por termo à sua vida, mas Souad consegue escapar ficando com queimaduras de terceiro grau em noventa por cento do seu corpo.

Souad, grávida e com dezassete anos, é então internada num hospital onde é deixada a morrer pelos médicos que nada fazem senão aumentar a sua agonia, tentando até sua mãe envenená-la. Pouco depois, Souad dá à luz um rapaz que lhe é tirado à nascença e que só quando conhece Jacqueline, uma voluntária europeia, volta a ter nos braços. Jacqueline promete tirá-la daquele lugar e levá-la para a Europa.

Já na Suíça, Souad é tratada e fica ao cuidado de uma família de acolhimento. Sem condições para criar o seu filho Marouan e com a intenção de começar uma nova vida, Souad autoriza o casal que os acolheu a adoptar Marouan quando este tinha cinco anos.

Posteriormente Souad arranja um emprego e volta a apaixonar-se, desta vez por Antonio. Com esta paixão, surge o tão desejado casamento entre os dois, do qual nascem Laetitia e Nadia.

Durante vinte anos apenas contacta com o filho três vezes, mas um dia, quando Jacqueline lhe propõe que conte a sua história num livro, Souad apercebe-se que tem que falar com Marouan, pois a sua vida também vai ser retratada neste livro. Combina então um encontro onde este conhece as suas duas irmãs e no qual Souad conta tudo o que ele nunca soube. No final Marouan escreve uma carta à mãe a dizer que desde que a reencontrou, começou uma nova vida.

Aconselharia este livro pois trata-se de uma excelente obra, que retrata a sociedade actual de países como a Cisjordânia, em que o crime de honra é praticado naturalmente e sem consequências para quem o pratica.

Ana Souto

Nº 2 – 11º CT1

terça-feira, 10 de março de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Parlamento dos Jovens

A Escola Secundária de Severim de Faria participa também este ano no Parlamento dos Jovens
com este projecto de recomendação (ensino secundário). Foram eleitos quatro deputados e um suplente para representarem a escola. Os alunos frequentam a disciplina de "Ciência Política" de 12º ano

Projecto de Recomendação:

Exposição de motivos: (considerações ou argumentos que justificam ou enquadram as medidas propostas)

A democracia constrói-se no dia a dia e sem a participação de uma maioria de cidadãos activos, conscientes e esclarecidos corre o risco de se tornar essencialmente formal.
Em Portugal, nas eleições tem havido uma abstenção elevada e um deficit de participação dos cidadãos, em particular dos jovens. Por outro lado, é frequente uma tendência para se evitarem temas políticos ou tratá-los apenas quando são notícias sensacionalistas, muitas vezes com ataques pessoais.
Apela-se frequentemente, sobretudo durante as campanhas eleitorais, aos jovens para se recensearem e votarem. Mas muitas vezes não são ouvidos nas decisões que os vão afectar, nomeadamente em relação ao ensino, o que os leva a recorrer a manifestações para se fazerem ouvir. Existem também preconceitos em relação às suas capacidades.
Apesar de os jovens poderem estar representados em órgãos consultivos, como conselhos municipais ou, em princípio, no Conselho Nacional de Educação ou ainda em juventudes partidárias, estas estruturas revelam-se ainda frágeis e com pouco poder de decisão.
A tomada de consciência dos problemas e a participação também só se podem efectuar se os jovens forem estimulados a discutir e a participar na resolução desses problemas e a efectuar propostas desde cedo, nos locais em que vivem, em que estudam ou trabalham, em que releva a proximidade e o desejo de inovar e construir um mundo melhor para todos.

Tem-se verificado também uma fraca renovação de gerações na actividade política. Sendo os partidos essenciais, mas não sendo a única forma de participação cívica e política, podem e devem incentivar os jovens e promover a formação destes. As escolas, onde estão a maior parte dos jovens, deveriam também formar melhor para a cidadania. Os órgãos de soberania, o Estado e as autarquias locais em particular, as juntas e assembleias de freguesias, as câmaras municipais e assembleias municipais, podem ser “escolas da democracia”, dando aos jovens a oportunidade de se assumirem como cidadãos e contribuírem para o enobrecimento das actividades cívicas e políticas.

Medidas propostas:

1. Criação de quotas para jovens nas candidaturas para as eleições autárquicas. Os partidos políticos e os movimentos deveriam ter um mínimo de jovens nas suas listas. Consideramos que estes não estão em igualdade de circunstâncias com os membros de outras classes etárias e que, assim que a igualdade de circunstâncias fosse atingida, as quotas dexariam de ser necessarias.

2. Criação de conselhos consultivos regionais com a participação de jovens representantes das escolas junto das Direcções Regionais de Educação e reforço da participação no Conselho Nacional de Educação

3. Obrigatoriedade de frequência de uma disciplina de Educação Cívica e Política no ensino secundário, onde se estudassem as principais teorias políticas, a administração do Estado e das autarquias, as instituições internacionais e se promovesse a participação dos cidadãos nas actividades cívicas e políticas.

O saque de Évora durante as invasões francesas


Caríssimos ...

Queiram aceitar este convite e ajudem a "compor o ramalhete" na próxima quarta dia 18 pelas 15 horas, na biblioteca da escola secundária severim de faria. O tema é "O Saque de Évora pelos Franceses em 1808" e o orador o Professor Francisco Vaz da UÉvora.

Um abraço

zé antónio

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Poemas com objectos





Sessão de poesia com a turma de Literatura Portuguesa (10º LH1).

Autores presentes: Mário Henrique-Leiria, Bocage, António Gedeão, Fernando Pessoa.... e outros.

Objectos na mesa: retrato de velha, colher, azeitona... e outros.

OpiniÕes: estamos à espera...

mas na Biblioteca o ambiente foi caloroso e familiar.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Évora, Bricolage & Companhia





Este texto pode ser banal ou mesmo desinteressante, mas aqui se vai expor algo que creio não ter sido a única a reparar. Como é do conhecimento da população Eborense, dia 28 do presente mês de Janeiro de 2009, vamos ficar sem sala de cinema. Até posso estar enganada, mas a única coisa que me questiono é: onde está a preocupação em se criar uma nova sala de cinema? Penso que essa preocupação não existe pura e simplesmente. E é esta questão que me conduz ao “clímax” deste texto.
A autarquia desta cidade não tem mostrado interesse algum em resolver a situação da sala de cinema, porque anda demasiado ocupada com construções e jardinagem. Sim, isso mesmo. A abertura de estabelecimentos de bricolage nesta cidade está a tornar-se um processo contínuo, progressivo e repetitivo.
Hoje abre o estabelecimento de bricolage mais espectacular e com os preços mais baixos do mercado, mas daqui a uns meses abre outro que diz ser o mais espectacular a nível de promoções, e ainda há-de surgir um que se ache o melhor porque possui as qualidades dos anteriores, bem como os melhores produtos de toda a região. E as pessoas iludem-se. Sim, o pior é que as pessoas se iludem.
Na abertura de todos estes estabelecimentos esta lá “Évora em peso”, como se costuma dizer. E para quê? Na semana seguinte já ninguém se lembra dos melhores preços, dos melhores produtos ou das melhores promoções das lojas de bricolage, tão faladas e apreciadas.
E por que é que isto acontece? Será a mentalidade das pessoas que falha? Ou será que há alguém que alimenta estas situações? Talvez seja um pouco dos dois, talvez a autarquia da cidade tenha culpa, talvez as pessoas se deixem levar nesta persuasão compulsiva, talvez…
A única certeza que há é que esta cidade está a tornar-se fútil, pois não se preocupa com factores que até são, de certo modo, essenciais à cidade e à população, porque pelo contrário se preocupa em criar espaços que são como que feitos em série, pois são todos iguais e desinteressantes. Resta-nos a esperança que alguém se lembre de “abrir os olhos” a estas pessoas e o problema seja resolvido.


Magda Sequeira
Nº16
11º A.S

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O Homem do Sul


Mais uma vez o Homem do Sul (neste caso uma rapariga…) se deslocou a esta Biblioteca com a sua estranha aposta. Aconteceu dia 3 de Fevereiro, pelas 11.45.

Personagens: narrador e rapaz que aceita a proposta – a contadora de histórias. Rapaz que aceita a proposta – uma rapariga que não revelou o nome…; amiga do rapaz, quase sempre calada (adivinhámos, no entanto, que se chamava Patrícia); empregada do hotel – outra rapariga anónima; esposa do Homem do Sul – uma rapariga alta, com os dedos todos e as unhas pintadas.

Moral da história – foram-se os dedos, ficou a história.

Espectadores: a turma 10º LH1 e a professora Prazeres Nunes, de Inglês.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ANIMAR

No âmbito do estágio profissional de Acção Social que estamos a realizar no núcleo ANIMAR da nossa escola, está a decorrer o projecto “9” dirigido aos alunos da Associação de Paralisia Cerebral de Évora, durante nove semanas, com actividades por nós desenvolvidas com o objectivo de melhorar as competências sociais dos alunos da Associação e simultaneamente desenvolvermos experiencias e competências profissionais na área da pessoa deficiente.
(As alunas estagiarias Ana Ourives e Tânia Molero)